Direção Hospital Ponta Delgada rejeita críticas do diretor serviço de pediatria

Direção Hospital Ponta Delgada rejeita críticas do diretor serviço de pediatria

 

Lusa/AO online   Regional   31 de Jul de 2012, 00:54

A presidente do conselho de administração do Hospital de Ponta Delgada,Margarida Moura, rejeitou as críticas do diretor do serviço de pediatria,lembrando que é diária a vigilância epidemiológica aos doentes com risco de infeção.

"Há cinco anos que é feita uma vigilância epidemiológica diária aos doentes em risco de infeção no Hospital de Ponta Delgada", afirmou à Lusa Margarida Moura, acrescentando que a Comissão de Controlo de Infeção do único hospitalde São Miguel "tem tido uma ação muito rigorosa".

O diretor do serviço de Pediatria, Carlos Pereira Duarte, disse ontem que a bactéria Acinetobacter Baumannii, que levou ao encerramento da Unidade de Neonatologia, "existe há pelo menos dois a três anos" no Hospital de Ponta Delgada e que "não têm sido tomadas as devidas providências que deveriam ser tomadas".

Por causa da bactéria, sete bebés internados na Unidade de Neonatologia foram contaminados a 21 de julho.

Carlos Pereira Duarte revelou ontem que quatro dos sete bebés contaminados já tiveram alta, um foi transferido esta manhã para Lisboa e dois permanecem isolados na Unidade de Neonatologia do Hospital de Ponta Delgada, sendo que "um deles deverá ter alta esta sexta-feira ou sábado".

Para a presidente do Conselho de Administração do Hospital de Ponta Delgada, a situação só foi diagnosticada "por causa da existência de uma vigilância diária".

"Desde há 5 anos, que diariamente a partir do laboratório de Microbiologia, todas as análises com bactérias multirresistentes, incluindo o Acinetobacter Baumannii são sinalizadas e adotadas medidas de contenção/propagação das mesmas", explicou.

Segundo disse a médica, a bactéria apareceu no Hospital de Ponta Delgada como "também está noutros hospitais" e de imediato foram reforçadas as medidas de proteção, como o uso de batas esterilizadas e maior higienização das mãos.

Margarida Moura rejeitou que o hospital de Ponta Delgada esteja com mais infeções por causa da crise, embora reconheça que este contágio vai fazer aumentar as despesas da unidade de saúde.

"Não sei precisar valores, mas esta situação vai pesar bastante nas contas", afirmou, acrescentando, porém, que "a vida não tem preço".

A médica indicou que a Unidade de Neonatologia, o único serviço do género nos Açores, "tem, desde quinta-feira, condições para receber recém-nascidos" e que a decisão de encerrar o serviço foi apenas uma "medida de precaução".

"Não vamos agir sob pressão. Vamos esperar e continuar a monitorização", sustentou Margarida Moura, escusando-se a avançar uma data para a reabertura da Unidade de Neonatologia.

Durante o encerramento do serviço, todas as mulheres que tenham entre 28 e 31 semanas de gravidez e que os médicos entendam que os seus bebés venham a necessitar de cuidados intensivos neonatais irão nascer no continente.

O Acinetobacter baumannii tornou-se um agente infecioso problemático pela sua capacidade de persistência e adaptação ao meio hospitalar.


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