Dinheiro do Nobel da Paz à UE beneficiará 23 mil crianças vítimas de guerra

Dinheiro do Nobel da Paz à UE beneficiará 23 mil crianças vítimas de guerra

 

Lusa/AO online   Internacional   18 de Dez de 2012, 11:10

O presidente da Comissão Europeia anunciou esta terça-feira, em Bruxelas, que 23.000 crianças vítimas de guerras e conflitos serão ajudadas com o dinheiro do Prémio Nobel da Paz atribuído à União Europeia, montante que Bruxelas decidiu duplicar para este fim.

Numa cerimónia na sede do executivo comunitário, José Manuel Durão Barroso precisou que o dinheiro do Nobel, 930 mil euros, que a Comissão aceitou oficialmente em nome da União e que decidiu aumentar para 2 milhões de euros para oferecer às crianças mais necessitadas, financiará quatro projetos abrangidos pela iniciativa “Crianças da Paz”.

A iniciativa irá então abranger cerca de 4.000 crianças sírias refugiadas em campos na fronteira entre o Iraque e a Síria, mais de 5.000 crianças colombianas, a maioria delas refugiada no Equador, 11.000 crianças congolesas deslocadas da parte oriental da República Democrática do Congo e refugiadas na Etiópia, e, por fim, 3.000 crianças paquistanesas que vivem na região do norte do Paquistão afetada por um conflito.

A 10 de dezembro passado, a União Europeia recebeu o Prémio Nobel da Paz de 2012 por ter contribuído durante mais de seis décadas para a promoção da paz e da reconciliação, a democracia e os direitos humanos na Europa, tendo a decisão de doar o dinheiro sido decidida por unanimidade pelos presidentes da Comissão Europeia, do Parlamento Europeu, Martin Schulz, e do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.

“Era evidente para nós que o dinheiro do Prémio Nobel da Paz devia ser direcionado para os mais vulneráveis, que também são, muitas vezes, os mais afetados pelas guerras: as crianças de todo o mundo”, declarou Durão Barroso, segundo o qual “todos os rapazes e raparigas do mundo devem ter a oportunidade de desenvolver os seus talentos”, também porque “promover a educação contribui igualmente para obter uma paz duradoura”.

A Comissão garantiu ainda que a iniciativa “Crianças da Paz” da UE não será uma ação pontual e novos fundos serão disponibilizados no próximo ano para outros projetos a favor de crianças vítimas de conflitos.


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