Dinamismo do imobiliário impulsiona construção e obras públicas no 1.º semestre

Dinamismo do imobiliário impulsiona construção e obras públicas no 1.º semestre

 

Lusa/AO online   Economia   29 de Set de 2017, 15:44

O recorde das vendas no mercado imobiliário até junho, que cresceram 18% em número e 25% em valor, impulsionou a construção e obras públicas, com o valor dos concursos promovidos e contratos celebrados a aumentar 91% e 83% até agosto.


“O primeiro semestre de 2017 bateu o recorde dos últimos nove anos em termos de transações semestrais de fogos habitacionais, tanto em número como em valor”, refere a Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP) na sua análise de conjuntura de setembro, hoje divulgada.

Até junho, refere, foram transacionados em Portugal 72 mil fogos, num montante total de 8,9 mil milhões de euros, refletindo crescimentos de 18% em número e de 25% em valor face ao período homólogo de 2016.

Segundo a federação, em linha com o que vem acontecendo desde 2013, foi a venda de fogos já existentes “a principal responsável pelo forte dinamismo” do primeiro semestre de 2017, com crescimentos de 21% em número e de 31% em valor que levaram a um “aumento acentuado” no volume de trabalhos de reabilitação/renovação.

Já as transações de fogos novos apenas cresceram 4% em número e 6% em valor até junho.

Em termos regionais, foi a Área Metropolitana de Lisboa que concentrou, “de forma destacada”, a maior fatia das transações efetuadas ao longo do primeiro semestre - 35% do total em número e 48% em valor - com crescimentos de 17% e de 29%, respetivamente, face a 2016.

A Área Metropolitana de Lisboa foi igualmente a zona onde o valor médio de transação por fogo foi mais elevado - 168,6 mil euros - 10,2% acima do valor observado nessa região em 2016 e 36,6% acima da média nacional observada em 2017 (123,5 mil euros/fogo).

De acordo com a FEPICOP, “a estes significativos crescimentos do mercado imobiliário juntam-se as variações igualmente favoráveis que se vêm registando nos restantes segmentos do setor da construção, nomeadamente no mercado das obras públicas, com evoluções de +91% e de +83%, até agosto, nos montantes dos concursos promovidos e dos contratos celebrados, respetivamente”.

Tendo por base estes dados e ainda os “crescimentos mais intensos nos últimos 20 anos” das variáveis FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo) Construção e do VAB (Valor Acrescentado Bruto) Construção – com crescimentos homólogos até junho de 9,6% e 7,5%, respetivamente - a federação faz uma “leitura positiva” da evolução da construção este ano.



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