Dias de Corpo de Deus e de Todos-os-Santos devem voltar a ser feriados

Dias de Corpo de Deus e de Todos-os-Santos devem voltar a ser feriados

 

Lusa/AO Online   Nacional   7 de Jan de 2016, 05:08

Os dias de Corpo de Deus e de Todos-os-Santos podem voltar a ser feriados, já em 2016, antecipando em um ano a data prevista no acordo de suspensão dos feriados, assinado pelo Estado português e a Santa Sé, disse à Lusa fonte eclesiástica.

 

A suspensão de quatro feriados - dois religiosos e dois civis (da Restauração e da Proclamação da República) – foi decidida em maio de 2012.

Na sexta-feira o parlamento vai discutir a reposição dos dois feriados civis e o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) já anunciou que, quanto aos religiosos, também serão repostos este ano.

A reposição dos feriados religiosos é feita em sede de negociação entre o Estado português e a Santa Sé, conduzida pelo MNE, e a suspensão dos dois santos dias de guarda católicos foi alvo de um acordo entre o Governo e o Vaticano, que previa a sua reavaliação ao fim de cinco anos, em 2017.

O bispo emérito António Montes Moreira, chefe da delegação da Santa Sé na Comissão Paritária que trata das questões da Concordata entre o Vaticano e o Estado português, no âmbito da qual foi feita a negociação entre Lisboa e o Vaticano, afirmou, em declarações à Lusa, que para o levantamento da suspensão “é apenas preciso uma troca verbal entre o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal e a Nunciatura Apostólica”.

O núncio apostólico Rino Passigato não se encontra em Lisboa, devendo regressar à capital portuguesa na próxima semana, disse à Lusa o secretário da nunciatura, Andrea Piccioni.

A festa do Corpo de Deus é uma celebração móvel, que se realiza na segunda quinta-feira a seguir ao domingo de Pentecostes, 60 dias após a Páscoa. Este ano a festa que celebra o mistério da eucaristia, o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo, está prevista para o dia 26 de maio.

A “Festum omnium sanctorum”, festa de Todos-os-Santos, é celebrada no dia 01 de novembro, em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não.

A Igreja Católica faz esta celebração na véspera do dia dos fiéis defuntos, e propõe que seja entendida como um chamamento de Jesus Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo.

O papa João Paulo II foi um grande impulsionador da "vocação universal à santidade", tema renovado com grande destaque no Segundo Concílio do Vaticano (1962-1965).


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