Diálogos Atlânticos 2016 debatem estratégias para enfrentar desafios comuns


 

Lusa/AO Online   Internacional   14 de Dez de 2016, 06:49

Mais de 300 figuras de topo dos setores público e privado dos países com costa atlântica debatem a partir de hoje em Marraquexe estratégias para enfrentar os desafios comuns, na 5.ª edição da conferência internacional Diálogos Atlânticos.

Ao longo de três dias, reúnem-se na cidade marroquina ex-governantes e altos responsáveis de organizações internacionais, líderes empresariais, académicos, analistas políticos e jornalistas para discussões abertas e informais sobre questões inter-regionais que vão desde o crescimento económico e o desenvolvimento humano às alterações climáticas, passando pelo combate ao terrorismo.

Este ano subordinada ao tema "Mudar Mapas Mentais: Estratégias para um Atlântico em Transição", a iniciativa, organizada anualmente pelo German Marshall Fund (GMF), dos Estados Unidos, e pela fundação sem fins lucrativos do grupo mineiro marroquino OCP, visa estreitar as relações entre os países de três continentes banhados pelo segundo maior oceano do mundo, em extensão, cobrindo cerca de um quinto da superfície da Terra: Europa, África e América (do Norte e do Sul).

“Líderes internacionais, formadores de opinião e cidadãos de todo o mundo têm ‘mapas mentais’ – ideias sobre geografia, poder e potencial na conjuntura mundial. Tradicionalmente, as relações transatlânticas têm sido encaradas em termos Norte-Norte, centradas na relação entre a América do Norte e a Europa. Então e o resto do espaço Atlântico”, interroga-se, no texto de apresentação, a organização do encontro que “presta especial atenção às relações Norte-Sul e Sul-Sul”.

A edição deste ano “decorre numa altura em que o mundo enfrenta desafios consideráveis, desde a ascensão do populismo e o ressurgimento de nacionalismos até ao desemprego de longa duração, a conflitos sem fim à vista, pressões migratórias e terrorismo”, lê-se no documento.

“Mas neste cenário conturbado há também oportunidades, da diplomacia do clima à revolução energética, da mudança geracional à revolução digital e a inovações na agricultura, nas infraestruturas e na governação: Serão possíveis estratégias comuns? Que novas abordagens são necessárias para responder às exigências de um Atlântico em transição”, pergunta a organização.

Em debate, em painéis interativos e sessões intercalares mais pequenas, estarão temas como “Definir o impensável: a Europa pós-‘Brexit’” ou “Como interpretar o resultado das eleições presidenciais nos Estados Unidos” e a “Agenda 2030 dos Objetivos de Desenvolvimento Humano Sustentável e Plano de Concretização”.

A segurança é outro dos temas incontornáveis desta 5.ª edição, em que se abordarão aspetos como “Cibersegurança e Redes Criminosas”; “Impedir o Extremismo Violento”; “Abordagens inovadoras para combater o radicalismo”; “África Atlântica Confrontada com Ameaças Terroristas”; e “Segurança Atlântica: Riscos, Fragilidades e Caminhos para a Resistência”.

O German Marshall Fund, criado em 1972 no espírito do Plano Marshall (plano norte-americano destinado a ajudar à reconstrução dos países europeus aliados após a Segunda Guerra Mundial), é um organismo norte-americano apartidário e sem fins lucrativos que pretende fortalecer a cooperação transatlântica.

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