Diálogos Atlânticos 2015 debatem prosperidade e segurança em todas as latitudes


 

Lusa/AO online   Internacional   30 de Out de 2015, 09:31

Prosperidade e segurança em tempo de crises humanitárias é o tema que altos representantes dos países com costa atlântica debatem a partir desta sexta-feira em Marraquexe, na 4ª edição da conferência internacional Diálogos Atlânticos.

Uma iniciativa do German Marshall Fund (GMF), dos Estados Unidos, e da fundação sem fins lucrativos do grupo mineiro marroquino OCP, este encontro anual pretende estreitar as relações entre os países de três continentes banhados pelo segundo maior oceano do mundo, em extensão, cobrindo cerca de um quinto da superfície da Terra: Europa, África e América (do Norte e do Sul).

Assim, ao longo de três dias, reúnem-se na cidade marroquina mais de 300 figuras de topo dos setores público e privado da bacia Atlântica para discussões abertas e informais sobre questões inter-regionais que vão desde a economia à energia, passando pelo desenvolvimento ecológico.

Entre os participantes dos três continentes, incluem-se ex-governantes e altos responsáveis de organizações internacionais, líderes empresariais, académicos, analistas políticos e a comunicação social.

“Da emergência do Brasil ao crescente papel da China, as variáveis da equação Atlântica estão a evoluir rapidamente. Nos Diálogos Atlânticos, vamos analisar os desafios políticos comuns que moldarão o futuro dos três continentes em torno da bacia do Atlântico e explorar respostas políticas”, indica a organização do encontro no texto de apresentação.

Em painéis interativos e sessões intercalares mais pequenas, os participantes discutirão até domingo temas como “O Futuro da Prosperidade”, “O Futuro da Segurança”, “Conseguimos gerir isto? Políticas de migração e asilo em tempos de crises humanitárias” e “Realizando uma Revolução Verde em África”, entre outros.

Afirmando-se, à quarta edição, como o único fórum de debate transatlântico fora do tradicional eixo Norte-Norte, os Diálogos Atlânticos promovem a criação de redes entre diferentes gerações, continentes e culturas através disso mesmo, do diálogo inclusivo. Não é, portanto, permitida a leitura de discursos nas sessões ou a realização de apresentações formais de tipo académico.

Além de tentarem encontrar soluções conjuntas para os objetivos partilhados, os membros desta comunidade atlântica apostam também na mobilização de parceiros exteriores, para identificarem interesses comuns e explorarem potenciais oportunidades de parcerias com organizações internacionais, organizações não-governamentais, setores da indústria, universidades, institutos de investigação política, fóruns internacionais e outros.

O German Marshall Fund, criado em 1972 no espírito do Plano Marshall (plano norte-americano destinado a ajudar à reconstrução dos países europeus aliados após a Segunda Guerra Mundial), é um organismo norte-americano apartidário e sem fins lucrativos que pretende fortalecer a cooperação transatlântica.


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