Diagnóstico ao setor das pescas nos Açores pronto este mês

Diagnóstico ao setor das pescas nos Açores pronto este mês

 

LUSA/AO online   Economia   21 de Mar de 2017, 16:44

O secretário do Mar, Ciência e Tecnologia dos Açores revelou hoje que o diagnóstico ao setor das pescas, para a adoção de medidas que visem combater os problemas com que o setor se confronta, vai estar concluído este mês.

"Contamos ter no final do mês um relatório interno de avaliação que os serviços da secretaria regional estão a fazer. A partir daqui, vamos iniciar um processo de reflexão sobre medidas para obviar alguns dos problemas e vamos conversar com o setor para nos dar sugestões e encontrarmos soluções em conjunto”, declarou Gui Menezes.

O governante, que reuniu em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, com a direção da Cooperativa Porto de Abrigo, não se comprometeu com um ‘timing” para o final da discussão que se seguirá ao diagnóstico, afirmando que o processo “envolverá algum tempo”.

A comunidade piscatória nos Açores tem sido confrontada nos últimos anos com a falta de pescado nos bancos de pesca tracionais.

Gui Menezes salvaguardou que a realidade no setor das pescas difere de ilha para ilha, algo que “terá que ser tido em consideração” em todo este processo em curso.

O secretário regional referiu, a título de exemplo, que seria ideal que se houvesse um excesso de pescadores em algumas ilhas estes pudessem exercer a atividade noutras onde há falta de profissionais da pesca ou fossem canalizados para outras pescarias.

O presidente da Cooperativa Porto de Abrigo, João Castro, afirmou, por seu turno, que uma das “grandes preocupações” do setor é a “falta de pescado”, acrescentando que está a ser estudado com o Governo dos Açores formas de minimizar o impacto negativo nas pescas resultante da falta de rendimentos.

João Castro defendeu a necessidade de se trabalhar no sentido de fazer com que os pescadores e armadores “tenham um rendimento compatível com a dignidade humana” no exercício da sua profissão.

O dirigente apontou, ainda, o trabalho na sustentabilidade dos ‘stocks’ de pesca, que considerou ser o “grande objetivo” da cooperativa que lidera na ilha de São Miguel, onde a comunidade piscatória é mais expressiva.

João Castro voltou ainda a defender a necessidade de compensar financeiramente os pescadores quando forem confrontados com paragens biológicas que visem a salvaguarda dos ‘stocks’.

O secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia referiu que “do ponto de vista técnico” discorda dessa abordagem.

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