Dezoito migrantes mortos pela sede e exaustão no Saara


 

Lusa/AO online   Internacional   15 de Jun de 2015, 17:03

Os corpos de 18 migrantes da África subsariana, mortos pela sede e exaustão, foram encontrados no deserto no Níger, divulgou a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

 

Estes 17 homens e uma mulher ter-se-ão perdido durante uma tempestade de areia após terem partido de Arlit, centro-norte do Níger, em direção à Argélia.

"Eles sucumbiram após se terem perdido (...) o calor e a falta de água fizeram o resto", disse o representante daquela agência das Nações Unidas.

Estes migrantes vinham do Níger, do Mali, do Senegal, da República Centro-Africana, da Libéria, da Guiné-Conacri e um tinha nacionalidade argelina.

Pensa-se que as mortes tenham ocorrido por volta de 03 de junho, embora os corpos só tenham sido descobertos uma semana depois.

Para os migrantes, "o Saara pode ser tão mortal como o Mediterrâneo, mas muitas das suas mortes não são conhecidas. Não existem operações de socorro" naquele deserto, comentou o diretor da OIM, general William Lacy.

A OIM estima que este ano cerca de 100.000 migrantes irão lançar-se numa travessia do Saara, significando que mais umas centenas de pessoas aí poderão encontrar a sua morte.

De janeiro até ao final de maio, cerca de 100.000 migrantes cruzaram o Mediterrâneo, dos quais 1.865 terão morrido afogados.

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