Dezoito atentados na Europa atribuídos a extremistas islâmicos desde 2004

Dezoito atentados na Europa atribuídos a extremistas islâmicos desde 2004

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   23 de Mai de 2017, 17:54

O atentado que na segunda-feira matou pelo menos 22 pessoas, além do atacante, e feriu 59 em Manchester, noroeste de Inglaterra, é o mais recente de uma série de ataques na Europa atribuídos a extremistas islâmicos.

O ataque de segunda-feira foi cometido por um homem, identificado como Salman Abedi, que se fez explodir junto de uma das saídas do Manchester Arena, onde terminava um concerto da cantora ‘pop’ norte-americana Ariana Grande ao qual assistiam muitas crianças e jovens.

O atentado foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico.

2017

- 20 de abril: Um polícia foi morto a tiro na Avenida dos Campos Elísios, em Paris, por um homem posteriormente abatido pela polícia. O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou o ataque.

- 07 de abril: Cinco pessoas foram mortas e várias ficaram feridas quando um camião entrou a alta velocidade pela principal rua pedonal de Estocolmo, Drottninggatan.

O condutor, um cidadão uzbeque com simpatias ‘jihadistas’, foi detido e aguarda julgamento.

- 22 de março: Cinco pessoas morreram e 31 ficaram feridas num ataque terrorista junto ao Parlamento britânico, em Londres, quando um homem ao volante de uma viatura atropelou vários peões na ponte de Westminster e, depois de sair da viatura, apunhalou um polícia no Palácio de Westminster.

O atacante, abatido a tiro pela polícia no local, foi identificado pelas autoridades como simpatizante do ‘jihadismo’.

- 18 de março: Um homem de 29 anos foi morto no aeroporto de Orly, Paris, depois de tentar tirar a arma a um soldado enquanto se dizia " preparado para morrer por Alá".

- 03 de fevereiro: Um egípcio de 29 anos armado com facas atacou quatro soldados que patrulhavam o Museu do Louvre, em Paris, aos gritos de "Allahu Akbar" (Alá é grande). O atacante foi ferido e detido.

2016

- 19 de dezembro: Doze pessoas morreram e dezenas ficaram feridas num mercado de Natal em Berlim ao serem atropeladas por um camião, conduzido deliberadamente a alta velocidade contra a multidão. O condutor, um tunisino cujo pedido de asilo tinha sido recusado, recebeu instruções do Estado Islâmico, que divulgou um vídeo em que o atacante jurava lealdade ao grupo.

- 26 de julho: Dois jovens armados degolaram um padre e sequestraram várias pessoas numa igreja em Saint-Etienne-du-Rouvray, na Normandia, norte de França.

Os atacantes eram dois rapazes de 19 anos, um dos quais tinha estado na Síria a combater ao lado dos 'jihadistas', que tinham jurado lealdade ao Estado Islâmico. Ambos foram mortos pela polícia.

- 14 de julho: Um camião entrou a alta velocidade na marginal de Nice, sul de França, após as comemorações do Dia da Bastilha, matando 86 pessoas e ferindo 434.

O autor do ataque, reivindicado pelo Estado Islâmico, um tunisino residente em França, foi morto a tiro num tiroteio com a polícia.

- 22 de março: Três atentados coordenados foram cometidos no aeroporto internacional e numa estação de metropolitano de Bruxelas, fazendo 32 mortos, além dos três bombistas, e mais de 300 feridos.

Os autores do ataque, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico, pertenciam a uma célula terrorista envolvida nos ataques de novembro de 2015 em França

2015

- 13 de novembro: Atentados na sala de concertos Bataclan, em vários bares e restaurantes no centro de Paris e perto do Estádio de França, em Saint-Denis, causaram 130 mortos e mais de 350 feridos. O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou os ataques.

- 14 de fevereiro: Um dinamarquês de origem palestiniana abriu fogo num centro cultural de Copenhaga durante uma conferência sobre "Arte, blasfémia e liberdade", matando o cineasta Finn Norgaard e ferindo três polícias.

Horas depois, o mesmo homem matou um judeu frente a uma sinagoga e feriu outros dois polícias. O suspeito, que os serviços de informações consideravam “extremamente religioso”, acabou por ser morto horas depois num tiroteio com a polícia.

- 07 a 09 de janeiro: Uma série de ataques foi perpetrada em França contra o semanário satírico Charlie Hebdo (12 mortos), um supermercado de produtos 'kosher' (quatro mortos) e uma agente da polícia municipal, que morreu. Três 'jihadistas', abatidos pelas forças de segurança, afirmaram pertencer à Al-Qaida na Península Arábica (AQPA) ou ao EI.

2014

- 24 de maio: Um homem disparou na entrada do museu judeu de Bruxelas, matando quatro pessoas.

O presumível atacante, o franco-argelino Mehdi Nemmouche, foi detido no sul de França e extraditado para a Bélgica. Nemouche tinha combatido pelo Estado Islâmico na Síria e terá sido o primeiro ‘jihadista’ a regressar à Europa para cometer um atentado terrorista.

2013

- 22 de maio: Dois britânicos de ascendência nigeriana convertidos ao islamismo assassinaram o soldado Lee Rigby num ataque inspirado na Al-Qaida numa rua do sul de Londres.

Michael Adebolajo e Michael Adebowale, conhecidos das autoridades por ligações a grupos extremistas, atacaram Rigby, 25 anos, à saída do quartel, esfaquearam-no e tentaram decapitá-lo com um cutelo. Os dois suspeitos, que se apresentaram como “soldados de Alá”, foram detidos e condenados a prisão perpétua.

2012

- 11 a 19 de março: Mohamed Merah, 23 anos, simpatizante do extremismo islâmico e da Al-Qaida, matou três militares a tiro em Toulouse e Montauban (sul), França, e, dias depois, três crianças e um professor numa escola judaica de Toulouse (sul).

Merah foi morto pela polícia a 22 de março, quando as forças de segurança lançaram um assalto ao apartamento onde estava refugiado há 32 horas.

2005

- 07 de julho: Quatro bombistas-suicidas, muçulmanos britânicos simpatizantes da Al-Qaida, cometeram quatro atentados coordenados em três linhas do metropolitano de Londres, durante a hora de maior movimento, causando 56 mortos e 700 feridos.

2004

- 02 de novembro: O realizador holandês Theo Van Gogh, crítico do fundamentalismo islâmico, foi atingido a tiro, esfaqueado e degolado em Amsterdão. Um holandês de origem marroquina foi condenado a prisão perpétua pelo homicídio, que a justiça da Holanda classificou como um atentado terrorista.

- 11 de março: Uma dezena de bombas explodiu em quatro comboios na região de Madrid, à hora de ponta da manhã, causando 191 mortos e perto de dois mil feridos.

O atentado foi cometido por uma célula islamita radical com ligações à Al-Qaida. Os suspeitos morreram numa aparente explosão suicida num apartamento em Leganès, um subúrbio de Madrid, em que morreu também um polícia das forças especiais.

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