Dez pessoas julgadas por alegadas injúrias e ameaças a árbitros e polícias nos Açores

Dez pessoas julgadas por alegadas injúrias e ameaças a árbitros e polícias nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   5 de Jun de 2015, 13:39

O Tribunal de Ponta Delgada vai julgar na segunda-feira dez pessoas por alegadas injúrias e ameaças de morte à equipa de arbitragem e a elementos da PSP num jogo de futebol de juvenis em 2012.

Este caso remonta a 24 de novembro de 2012 durante "um jogo de juvenis - 2.ª fase - entre as equipas do Clube União Micaelense e o Clube Operário Desportivo a contar para o campeonato de São Miguel, no Campo de Jogos da Lagoa", ilha São Miguel, nos Açores, segundo a acusação, a que a Lusa teve acesso.

O jogo estava a ser disputado no campo de jogos João Gualberto Arruda, na Lagoa, tendo o Operário, equipa local, perdido por uma bola.

A "cerca de 35 minutos da segunda parte, e na sequência de uma grande penalidade assinalada pelo árbitro", um dos arguidos, "delegado da equipa dos iniciados" do clube da Lagoa, "saltou o muro" e "introduziu-se no campo de futebol, junto ao local onde estava o árbitro assistente, com o qual trocou algumas palavras", e "seguidamente regressou rapidamente às bancadas, não tendo dado tempo à PSP para o deter", refere o Ministério Público.

"Após a marcação da grande penalidade", um outro arguido "também resolveu invadir" o campo e "saltou para dentro do relvado junto do local onde se encontrava" o outro árbitro assistente.

A PSP ainda terá tentado deter aquele arguido, mas este, alegadamente, conseguiu escapar e foi "puxado para as bancadas" por outros arguidos, entre eles, um antigo treinador da equipa sénior do Operário que também terá insultado um agente da PSP.

A partir daqui, e segundo a acusação, desenrolaram-se os alegados insultos e ameaças de morte dos arguidos à equipa de arbitragem e agentes da PSP.

O jogo acabaria por recomeçar, mas no final, adeptos do Operário e funcionários do clube juntaram-se "à entrada dos balneários da equipa de arbitragem", pelo que a PSP fez "um cordão de segurança para garantir a entrada dos árbitros e para evitar que fossem agredidos", segundo a acusação.

No entanto, um dos arguidos, o "delegado do jogo da equipa dos iniciados do Clube Operário Desportivo", que alegadamente estava com mais adeptos a manifestar-se contra a equipa de arbitragem, “furou a barreira e desferiu um pontapé na perna esquerda do árbitro provocando-lhe um hematoma".

Na altura, a polícia acabaria por "não efetuar detenções daqueles arguidos", porque "não" existiam "condições de segurança e devido à confusão e ajuntamento de pessoas no local".

Ao local foi também chamada "uma equipa de intervenção rápida da PSP que escoltou a equipa de arbitragem para que esta pudesse sair em segurança", acrescenta a acusação, segundo a qual "foi necessário recorrer ao uso de gás pimenta para dispersar o ajuntamento de pessoas".

A acusação aponta ainda que uma outra arguida e o roupeiro da equipa do Operário "desferiram murros" no vidro do carro policial que "efetuava a escolta" e "onde se encontrava" um subcomissário da PSP.

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