Desenvolvimento do país resulta da "felicidade" de ter tido governos do PS

Desenvolvimento do país resulta da "felicidade" de ter tido governos do PS

 

Lusa/AO Online   Regional   17 de Abr de 2010, 08:11

Francisco Assis fez hoje a defesa das políticas económicas e sociais dos governos socialistas nos últimos anos, considerando que Portugal atingiu o atual estado de desenvolvimento por ter tido a “felicidade” de ter executivos do PS.

“Não estaríamos hoje onde estamos se o país não tivesse tido a felicidade de ter governos do PS nos últimos 15 anos”, afirmou o líder parlamentar socialista, em Angra do Heroísmo, onde foi o orador convidado da sessão de abertura do XIV Congresso do PS/Açores.

Francisco Assis centrou a sua intervenção perante os congressistas no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), salientando a importância do equilíbrio das contas públicas para evitar que o país chegue a uma situação “desastrosa”.

O líder parlamentar socialista frisou, no entanto, que este objetivo não pode implicar o sacrifício do crescimento da economia, destacando a importância de manter um nível de despesa pública “razoavelmente elevado”.

Importante para os socialistas, segundo Francisco Assis, é que o crescimento da economia seja feito ao serviço da sociedade, frisando que “não se pode aceitar que haja portugueses a viver em circunstâncias de miséria”.

Nesse sentido, salientou que os governos socialistas dotaram o país nos últimos anos com instrumentos de política social que “contribuíram para diminuir a pobreza”, criticando a oposição pelos “ataques radicais” a esses instrumentos.

Para Francisco Assis, é a “política ativa e ambiciosa do Estado para ajudar a sair da miséria” que distingue o PS da direita, “que ainda quer castigar os que falharam na vida”.

Por isso, Francisco Assis frisou que o PS se “orgulha” das suas políticas sociais, mas também distanciou o partido da “esquerda que vive como antes da queda do Muro de Berlim”.

Nesse sentido, salientou que o PS “não acredita em soluções estatizantes”, mas também “não acredita no mercado como deus absoluto”, defendendo a necessidade de “conciliar o mercado com o Estado”.

Por essa razão, reafirmou que o PS “está disponível” para dialogar com o PSD sobre a revisão constitucional, mas deixou claro que “não aceitará que sejam postos em causa” os princípios de política social defendidos pelo partido.

“Estamos disponíveis para dialogar de forma séria, mas o PSD tem que compreender que jamais fará uma revisão constitucional sem a participação do PS”, alertou.

“Não alimentaremos um clima de conflito, mas se nos levarem por esse caminho não deixaremos de afirmar as nossas posições”, acrescentou, frisando que o princípio do Estado social ativo é intocável para os socialistas.

Na sua intervenção, Francisco Assis elogiou ainda a “boa governação” socialista nos Açores, que permitiu “reconciliar os portugueses com as autonomias regionais”.

“Carlos César é um dos nomes de referência da vida política nacional. O país olha para ele como alguém que pode prestar relevantes serviços utilizando a experiência adquirida como presidente do governo regional”, afirmou.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.