Descobertas nanopartículas que influenciam evolução dos tumores

Descobertas nanopartículas que influenciam evolução dos tumores

 

LUSA/AO Online   Nacional   24 de Fev de 2018, 15:29

Uma equipa internacional de cientistas, que inclui investigadores do Instituto de Investigação e Inovação (i3S) da Universidade do Porto, identificou pela primeira vez nanopartículas que influenciam evolução dos tumores.

Em comunicado, o i3S afirma que “esta descoberta permitirá também desenvolver no futuro novas estratégias para melhorar o diagnóstico e, eventualmente, avaliar o seu potencial no tratamento”. De acordo com os investigadores, já se sabia que as células de cancro comunicam à distância com outras células e que essa comunicação inclui o envio de proteínas e de vesículas, como por exemplo os exossomas. Aplicando às células cancerígenas uma técnica de fracionamento que nunca tinha sido aplicada neste contexto, os investigadores conseguiram separar em pormenor vários subtipos destas vesículas e, nessa separação, identificaram um novo grupo de vesículas a que chamaram exómeros e que têm aproximadamente 35 nanómetros (três mil vezes mais fino do que um fio de cabelo). Utilizando linhas celulares de diversos tipos de cancro e também modelos animais, os investigadores descobriram também que estes exómeros têm uma distribuição pelos órgãos do animal diferente das outras vesículas, “sugerindo, por isso, uma função diferente no processo de progressão tumoral”, explica Celso Reis, investigador principal do trabalho realizado em Portugal. No decorrer do trabalho, “percebemos também que as proteínas que estão particularmente enriquecidas nos exómeros são proteínas que sabemos serem importantes na biologia tumoral, ou seja, contribuem para a evolução do tumor”, acrescenta. Segundo Celso Reis, os próximos passos desta investigação irão permitir definir especificamente as diferentes funções biológicas destas partículas no microambiente tumoral e na progressão da doença. Os investigadores do Instituto de Investigação e Inovação (i3S) da Universidade do Porto integram o grupo do investigador David Lyden, do Weill Cornell Medicine, de Nova Iorque. O trabalho foi publicado esta semana na revista Nature Cell Biology.



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