Derrube de avião malaio pode ser crime de guerra


 

Lusa/AO online   Internacional   28 de Jul de 2014, 12:09

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, declarou que o desastre do avião malaio, abatido por um míssil sobre o leste da Ucrânia, pode ser considerado "um crime de guerra".

"Esta violação da lei internacional, dadas as circunstâncias, pode ser considerada um crime de guerra", afirmou Pillay, em comunicado.

"Tudo será feito" para que os responsáveis deste drama, "sejam eles quem forem, sejam julgados", insistiu.

A responsável da ONU acrescentou que "é imperativo que um inquérito rápido, minucioso, eficaz e independente possa ser realizado sobre este caso".

A 17 de julho, o voo MH17 da Malaysia Airlines, que ligava Amesterdão a Kuala Lumpur, foi abatido quando sobrevoava território ucraniano controlado pelos rebeldes pró-russos. Das 298 pessoas a bordo, 193 eram holandeses.

Na semana passada, a Cruz Vermelha anunciou oficialmente que o conflito na Ucrânia é uma guerra civil, uma classificação que possibilita processos por crimes de guerra.

Pillay considerou que o agravamento do conflito nos regiões separatistas de Donetsk e Lugansk "extremamente alarmantes", com os dois lados a "usarem armamento pesado como artilharia, tanques, foguetes e mísseis".

"Os dois lados devem impedir que mais civis sejam mortos ou feridos", afirmou.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, afirmou hoje que a missão internacional de investigação ao acidente do avião malásio deve ser acordada com as Nações Unidas.

“Partimos da base de que essa investigação deve começar o mais cedo possível sob a égide da ONU”, disse o chefe da diplomacia russa, em conferência de imprensa, defendendo que a organização deve tomar uma decisão nesse sentido.

Lavrov manifestou ainda as preocupações de Moscovo em relação à possibilidade de manipulação de provas no local do acidente, tendo em conta as acusações do ocidente de que o avião foi derrubado pelos rebeldes ucranianos com o apoio russo.

Sobre o conflito, o chefe da diplomacia russa disse que a falta de acordo se deve à recusa do Governo ucraniano de falar com os rebeldes pró-russo do leste do país.

Lavrov acrescentou que o plano de paz declarado pelo Presidente Ucraniano, Petro Porochenko, é na realidade um ultimato, uma vez que dá apenas duas possibilidades aos rebeldes, renderem-se ou serem aniquilados.



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