Deputado do PPM exige demissão do secretário regional da Saúde

Deputado do PPM exige demissão do secretário regional da Saúde

 

Lusa/AO Online   Regional   28 de Out de 2014, 13:18

O deputado do PPM ao parlamento dos Açores, Paulo Estevão, exigiu hoje a demissão do secretário da Saúde por "negligência" na resolução de uma denúncia sobre o funcionamento da unidade de Cuidados Intensivos do Hospital da Terceira.

O parlamentar monárquico entende que o titular da pasta da Saúde no arquipélago deveria ter instaurado um inquérito logo que teve conhecimento de um abaixo-assinado subscrito pelos enfermeiros daquela unidade hospitalar, contendo denúncias "graves" e que foi mantido "numa gaveta" durante sete meses.

"O conselho de administração do Hospital da Terceira não agiu de acordo com a lei! E perante a sua conivência com essa postura, só me resta pedir aqui a sua demissão do cargo que ocupa, por negligência", insistiu Paulo Estevão, dirigindo-se ao secretário da Saúde.

Os enfermeiros da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital da Terceira afirmaram na carta que existiam situações de "falta de respeito pela dignidade" dos doentes, alterações nos tratamentos, "erros clínicos" e "falta de segurança" nos cuidados prestados.

O secretário regional da Saúde, Luís Cabral, entende, no entanto, que é "prematuro" tirar conclusões sobre este caso, antes de estar concluído o inquérito, entretanto instaurado, para apurar responsabilidades.

"O que lhe posso garantir é que tudo será apurado e tornado público da forma o mais transparente possível, é isso a minha obrigação enquanto secretário regional da Saúde e é isso que irá acontecer neste caso", sublinhou Luís Cabral.

Mas as explicações do governante não sossegaram as críticas dos partidos da oposição.

Luís Maurício, do PSD, entende que se trata de “um exemplo de negligência” e acusou o secretário regional de ser "conivente" com essa ocultação.

Tanto o Governo como a bancada do Partido Socialista entendem, no entanto, que a oposição está a criar um "alarmismo desnecessário" em torno deste caso, e aconselham a que aguardem pelo final do inquérito.

 


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