Deputado do PCP/Açores acusa SATA de fazer "boicote" à Ilha do Faial

Deputado do PCP/Açores acusa SATA de fazer "boicote" à Ilha do Faial

 

Lusa / AO online   Regional   17 de Mar de 2018, 11:01

O deputado do PCP ao parlamento dos Açores, João Paulo Corvelo, acusou hoje a SATA de estar a fazer um "boicote encapotado" à ilha do Faial, reduzindo lugares nos voos da companhia e dificultando o transporte de carga.


"Verifica-se aquilo que se pode considerar como um boicote encapotado à Ilha do Faial por parte do Grupo SATA, com a diminuição de mais de 11 mil lugares" no próximo período do Verão e "com as consequentes dificuldades para exportação e escoamento de produtos como o peixe, o queijo e as flores", lamentou o parlamentar comunista, em conferência de imprensa, na cidade da Horta, no final de uma visita de dois dias à Ilha do Faial.

João Paulo Corvelo recordou que, apesar desses constrangimentos, a quantidade de mercadoria exportads via aérea a partir do Faial, aumentou significativamente entre 2013 e 2016 (último ano com dados disponíveis), passando de 97 mil para 187 mil quilos, nos voos inter-ilhas, e de 157 mil para 217 mil quilos na carga transportada para o continente português.

O deputado único do PCP criticou também as "elevadas tarifas" aéreas praticadas pela SATA nas ligações entre Lisboa e a Horta, que em seu entender levam ao "afastamento dos turistas" deste destino, que considerou também estar a ser pouco promovido.

As dificuldades nas acessibilidades aéreas à Ilha do Faial já originaram a convocação de uma manifestação para o próximo dia 21 de março em frente à sede do Parlamento dos Açores, na cidade da Horta, protagonizada por um grupo de cidadãos.

João Paulo Corvelo denunciou também a existência de "sérios problemas" no setor agrícola no Faial, no que diz respeito ao abastecimento de água às explorações e nos caminhos de penetração, que disse estarem em "lastimável estado de conservação".

"No domínio dos laticínios, verifica-se uma quebra na produção leiteira, já que nos últimos 14 anos passamos de 14 milhões de litros para 11 milhões na atualidade, o que se deve à desistência da produção de leite por parte de apreciável número de agricultores", lembrou o deputado comunista, que atribui as culpas desta situação às "erradas políticas" protagonizadas pelo Governo Regional socialista.

Durante esta visita, o deputado do PCP efetuou contatos e reuniões com diversas entidades e instituições representativas do trabalho, da sociedade e da economia da Ilha do Faial.



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