Depois da Casa Branca Obama diz-se "prisioneiro das selfies"

Depois da Casa Branca Obama diz-se "prisioneiro das selfies"

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   9 de Mai de 2017, 18:54

O ex-presidente norte-americano Barack Obama partilhou o seu alívio por se ter visto livre das medidas de segurança impostas ao inquilino da Casa Branca, embora declarando-se agora "prisioneiro das selfies".

 

Convidado de honra de uma cimeira mundial sobre a alimentação que decorre em Milão, no norte da Itália, Obama foi calorosamente aplaudido pelas cerca de 3.000 pessoas que pagaram entre 650 e 850 euros para ir ouvi-lo.

De fato azul-escuro e camisa de riscas finas, sem gravata, o ex-chefe de Estado norte-americano dispôs-se a responder a um longo questionário feito por Sam Kass, seu antigo cozinheiro e conselheiro em questões de nutrição.

Ao admitir ser agora “prisioneiro das ‘selfies’”, Barack Obama precisou: “Posso passear por todo o lado desde que aceite tirar uma ‘selfie’ a cada dois passos”.

Referiu também que os seus anos de presidência o ensinaram a ser “menos ansioso”.

“Quando somos Presidente dos Estados Unidos, cometemos erros todos os dias (…) e metade do país pensa que somos idiotas”, brincou.

Aquilo de que não sente falta é das medidas de segurança: “Vivemos naquilo a que poderíamos chamar uma bolha. É uma prisão muito bonita”.

“Não temos liberdade de movimentos, nem sequer para dar um passeio ou sentarmo-nos num café, porque há sempre segurança à nossa volta”, explicou Obama.


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