China

Denunciada venda ilegal de óvulos de universitárias que pode chegar a 3.500 euros


 

Lusa/AO Online   Internacional   17 de Nov de 2011, 06:23

Um mercado negro de óvulos de universitárias chinesas está a ganhar força em Pequim, com ofertas entre 780 a 4.725 dólares (578 a 3.500 euros), informaram esta semana a imprensa.

Nas redes sociais mais populares da China, como Renren, QQ, ou o Sina Weibo, foram publicados anúncios que solicitavam doadoras de óvulos, em troca de centenas de dólares, proposta que atraiu muitas universitárias num país onde ter estudos superiores continua a ser um sinal de um elevado estatuto social.

Um dos anúncios, por exemplo, pede uma jovem com mais de 1,60 metros de altura e olhos bonitos com o seguinte aviso: "As estudantes que não sejam da Universidade de Tsinghua ou de Pequim, por favor, abstenham-se".

As interessadas em comercializar os seus óvulos têm de preencher um formulário com os seus dados médicos, no entanto, as agências que os adquirem não assinam qualquer tipo de contrato para, de acordo com as empresas, proteger a privacidade e a segurança de ambas as partes.

Além disso, existem páginas na internet dedicadas em exclusivo a este comércio ilegal, como a "Qiu aixin juanluan" (pedimos amor, doa um ovo), em que se concertam os contactos entre as universitárias, entre 20 a 30 anos, e potenciais compradores de óvulos, regra geral, casais com cerca de 40 anos.

Na China é ilegal comprar estes óvulos, ou inclusivamente recebê-los gratuitamente, pelo que apenas as mulheres que possuam óvulos extra logo depois de serem submetidas a fertilização in vitro podem doar os seus óvulos de maneira legal.

Segundo a imprensa chinesa, as agências vendedoras de óvulos recebem entre 50.000 e 100.000 yuan (entre 5.800 e 11.670 euros) por cada óvulo.


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