Défice no final do primeiro semestre atingiu 4,7% do PIB


 

  Economia   23 de Set de 2015, 11:37

O défice orçamental atingiu 4,7% do PIB no final do primeiro semestre de 2015, segundo dados divulgados hoje pelo INE, um valor superior à meta de 2,7% estabelecida pelo Governo para a totalidade do ano.

De acordo com as Contas Nacionais Trimestrais Por Setor Institucional, hoje divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), "no conjunto do primeiro semestre de 2015, o saldo global das administrações públicas fixou-se em 4.092,9 milhões de euros, correspondendo a 4,7% do PIB", o que compara com um défice de 6,2% registado em igual período do ano passado.

Entre janeiro e junho deste ano, em contas nacionais (a ótica dos compromissos, que é a que conta para Bruxelas), as administrações públicas registaram um défice de 4.092,9 milhões de euros, valor que compara com um défice de 5.286,7 milhões de euros verificado no período homólogo.

Para o conjunto de 2015, no Procedimento dos Défices Excessivos (PDE), também hoje divulgado pelo INE, mantém-se uma previsão de défice de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo que este valor é da responsabilidade do Ministério das Finanças.

A necessidade de financiamento do setor das administrações públicas no ano terminado do segundo trimestre de 2015 diminuiu 0,7 pontos percentuais face ao ano terminado no trimestre anterior, "atingindo os 6,4% do PIB", devendo-se este resultado ao "aumento de 0,8% da receita" e à "redução de 0,7% da despesa".

O INE destaca, no entanto, que o saldo do ano terminado em junho deste ano "reflete o registo da capitalização do Novo Banco ocorrida no terceiro trimestre, com impacto negativo no setor das administrações públicas".

Considerando apenas valores trimestrais, o INE indica que "o saldo das administrações públicas situou-se em cerca de -1,669,9 milhões de euros no segundo trimestre de 2015, correspondente a 3,7% do PIB", um valor que compara com um défice de 2,900,1 milhões de euros ou 6,6% no mesmo período de 2014.

A economia portuguesa registou uma capacidade de financiamento de 1,3% do PIB no segundo trimestre deste ano, uma queda de 0,6 pontos percentuais face ao trimestre anterior, devido à "diminuição da poupança bruta, tendo a despesa de consumo final aumentado mais que o rendimento disponível bruto".

O saldo externo de bens e serviços diminuiu para 0,4% do PIB no segundo trimestre deste ano, menos 0,2 pontos percentuais que no trimestre anterior, o que decorre do facto de as importações terem crescido mais (2,4%) do que as exportações (1,8%).

 


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