Defesa de Sócrates comunica ao juiz resposta à proposta sobre medida de coação

Defesa de Sócrates comunica ao juiz resposta à proposta sobre medida de coação

 

Lusa/AO online   Nacional   8 de Jun de 2015, 18:42

A defesa de José Sócrates escusou-se a divulgar a resposta à proposta sobre a medida de coação, após uma reunião de três horas e meia com o ex-líder socialista, mas assegurou que é comunicada ainda esta segunda-feira ao juiz.

 

Embora se tenha escusado a revelar o teor da resposta de José Sócrates à proposta para que passe a aguardar o desenrolar do processo em prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, Pedro Delille reiterou: "Vamos comunicar ainda hoje", disse, indicando que a decisão vai ser transmitida "primeiro ao juiz".

Pedro Delille e João Araújo, que em conjunto defendem José Sócrates, foram parcos em declarações aos jornalistas, no final de um encontro de cerca de três horas e meia com o antigo primeiro-ministro, no Estabelecimento Prisional de Évora.

Nas escassas declarações aos jornalistas, Pedro Delille reafirmou apenas que é comunicada ainda hoje a resposta à proposta do Ministério Público (MP) para alterar a medida de coação e que terá de ser decidida pelo juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) Carlos Alexandre.

A proposta do MP foi revelada no sábado aos jornalistas, pelo advogado João Araújo, à saída do Estabelecimento Prisional de Évora.

João Araújo acrescentou, na altura, que a medida de coação de José Sócrates, que se encontra detido preventivamente desde 25 de novembro de 2014, será analisada na terça-feira e que o ex-líder socialista se irá pronunciar sobre a questão.

O advogado acrescentou ter sido informado da pretensão de alteração da medida de coação pelo MP.

José Sócrates foi detido a 21 de novembro de 2014, no aeroporto de Lisboa, no âmbito da "Operação Marquês". Está indiciado pelos crimes de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção, sendo o único arguido ainda em prisão preventiva neste processo, depois de o empresário Carlos Santos Silva ter passado a prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, no final de maio.

No âmbito do processo, são ainda arguidos os empresários Joaquim Barroca Rodrigues, do Grupo Lena, Lalanda de Castro e Inês do Rosário, mulher de Carlos Santos Silva, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira e o antigo motorista de José Sócrates João Perna.


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