Decisões do BCE em destaque na primeira semana de setembro

Decisões do BCE em destaque na primeira semana de setembro

 

AO/Lusa   Economia   31 de Ago de 2014, 12:44

As decisões do Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira devem assumir papel de relevo na primeira semana de setembro, segundo a previsão do analista de mercados Ramiro Loureiro.

"Ainda que seja praticamente certa a manutenção da taxa de juro diretora da zona euro inalterada nos 0,15%, os investidores estão na expectativa para perceberem até que ponto o BCE vai avançar mesmo com um programa de estímulos económicos", referiu à Lusa o analista do Millennium investment banking na sua previsão semanal.

Na segunda-feira, será divulgado o valor final do Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha que deverá confirmar a contração económica de 0,2% no segundo trimestre, face ao período antecedente. Neste dia, o mercado de Wall Street está encerrado por ser feriado nos Estados Unidos.

Segundo a mesma previsão, na terça-feira antecipa-se uma queda homóloga de 1% no Índice de Preços no Produtor da zona euro em agosto "efeito que a passar para o consumidor pode continuar a puxar a inflação para níveis ainda mais reduzidos e distantes da meta dos 2% estabelecida para a evolução dos preços no longo prazo, alimentando expectativas de que o BCE possa mesmo avançar com um programa de compra de ativos".

A taxa de inflação anual na zona euro deverá recuar para os 0,3% em agosto, contra os 0,4% no mês anterior, de acordo com a estimativa rápida divulgada no final da semana pelo gabinete oficial de estatísticas da União Europeia.

No dia seguinte, nos Estados Unidos serão divulgadas as encomendas às fábricas e será publicado o Livro Bege da Reserva Federal, "importante para se perceber o ritmo nos vários setores de atividade dos diversos estados", de acordo com o analista.

Ainda no dia 3, a Alemanha emite obrigações com vencimento em 2019.

Na quinta-feira, a par da divulgação das deliberações do BCE, o Banco de Inglaterra e o Banco do Japão também comunicam as suas decisões de política monetária. Nos EUA, prevê-se a saída dos números relativos a pedidos de subsídio de desemprego, balança comercial e dados de criação de emprego.

A França e a Espanha financiam-se nos mercados, através da colocação de títulos de dívida de longo prazo.

Na sexta-feira, será conhecido o valor preliminar do PIB na zona euro no segundo trimestre que "deverá sinalizar estagnação sequencial, com crescimento homólogo de 0,7", de acordo com a citada previsão.


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