David Cameron promete baixar impostos se vencer eleições de 2015

 David Cameron promete baixar impostos se vencer eleições de 2015

 

Lusa/AO online   Internacional   1 de Out de 2014, 18:50

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, prometeu que se vencer as eleições de 2015 vai baixar os impostos para 30 milhões de britânicos, ao discursar no encerramento do Congresso anual do Partido Conservador.

 

Cameron recebeu um forte aplauso dos cerca de 2.000 delegados presentes ao anunciar planos como o aumento do limiar a partir do qual se paga imposto das atuais 10.500 libras de rendimento bruto anual para as 12.500 libras (de 13.500 para 16.000 euros).

O primeiro-ministro prometeu também alterar o escalão de rendimento taxado a 40% das atuais 41.900 libras para as 50.000 libras (53.750 para 64.100 euros).

Para os rendimentos mais baixos, Cameron prometeu mudar o sistema para que as pessoas que trabalhem 30 horas semanais pelo salário mínimo de 6,50 libras/hora (8,35 euros) fiquem isentas do imposto sobre o rendimento.

A meses das eleições gerais de maio de 2015, e numa altura em que a oposição trabalhista está mais bem colocada nas sondagens, David Cameron assegurou aos delegados reunidos em Birmingham (centro de Inglaterra) que os conservadores são “o verdadeiro partido da solidariedade e da justiça social”.

Esta afirmação surge depois de, na segunda-feira, o ministro das Finanças, George Osborne, ter anunciado que, se o governo for reeleito, congelará por dois anos as prestações sociais para economizar 3 mil milhões de libras (3,8 mil milhões de euros) para contribuir para a redução do défice, anúncio imediatamente criticado como um ataque aos mais desfavorecidos.

Ao discursar hoje, Cameron pareceu querer corrigir o tiro anunciando medidas como o fim dos contratos de “horário zero”, de duração indeterminada e sem definição de um mínimo de horas trabalhadas ou de salário.

Acusado de pretender privatizar o sistema de saúde britânico, o NHS, que garante a todos os cidadãos o acesso gratuito a cuidados de sáude, Cameron assegurou que o Partido Conservador vai manter o orçamento do sistema, como fez na atual legislatura.

Por outro lado, depois da deserção de dois deputados conservadores para o UKIP (Partido da Independência do Reino Unido), e por entre rumores de que outros tencionam fazê-lo, o primeiro-ministro advertiu os eleitores de que um voto no partido anti-imigração e eurocético só vai beneficiar o Partido Trabalhista de Ed Miliband.

Na noite das eleições, ironizou, “podem adormecer com Nigel Farage (líder do UKIP) e acordar com Ed Miliband”. “Só há uma opção, eu em Downing Street ou Ed Miliband em Downing Street. Se votarem UKIP, estarão a votar nos trabalhistas”, disse.

Cameron prometeu no entanto manter a linha dura de controlo da imigração e repetiu a intenção de renegociar a relação do Reino Unido com a União Europeia antes do planeado referendo sobre a permanência do país na UE em 2017.


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