Daniel Bessa diz que inovação torna a saúde portuguesa promissora no exterior


 

Lusa/Açoriano Oriental   Economia   9 de Dez de 2016, 17:22

O economista Daniel Bessa realçou, em Coimbra, que a saúde é a única área de atividade em Portugal que se afirma como promissora em termos de inovação no plano internacional.

 

Na área da investigação e desenvolvimento (I&D), “Portugal está muito aquém da média comunitária, com uma exceção, que é a saúde”, disse o antigo ministro da Economia, ao intervir numa sessão do 59.º Congresso Português de Oftalmologia, que decorre até sábado, no Convento São Francisco.

Na sua opinião, importa que a inovação nas diferentes áreas da saúde “seja levada ao termo da cadeia de valor” e que se traduza “em resultados para os utentes”.

Insistindo no “potencial enorme” da saúde para criar emprego e rendimento, Daniel Bessa disse que “o país pode chegar facilmente à receita” apostando na inovação.

O economista participava numa sessão sobre o futuro da saúde em Portugal, em que o professor Joaquim Murta, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), apresentou o projeto do Subcluster em Oftalmologia, a criar no âmbito do Health Cluster Portugal (HCP).

Joaquim Murta, diretor do Centro de Responsabilidade Integrado de Oftalmologia do CHUC, disse que a proposta, concebida sob a sua coordenação, visa “tornar a oftalmologia alavanca do reconhecimento global” da medicina portuguesa.

Ideia lançada há menos de um ano, o futuro Subcluster da Oftalmologia envolve diversos hospitais públicos e privados, empresas do setor, instituições científicas e de ensino e o Ministério da Educação.

Dos contactos efetuados com o ministro da Saúde, os promotores do projeto concluem que Adalberto Campos Fernandes “está particularmente interessado em envolver as estruturas” públicas que integram o Serviço Nacional de Saúde, sublinhou Joaquim Murta.

“Avaliar os resultados dos diferentes centros oftalmológicos nacionais, validando eficiências e racionalização de custos sem perda de qualidade, deslocando o foco da remuneração das unidades do volume para os resultados, criando valor para o doente, criando uma cultura de autoavaliação e melhoria”, é outro dos objetivos.

Frisando que “em oftalmologia é mais fácil quantificar”, Joaquim Murta afirmou que os pagadores (Estado, companhias privadas ou indústria) “beneficiarão significativamente através deste sistema de cuidados de saúde baseado no valor”.

A proposta de ‘cluster’ prevê a criação de uma rede de investigação clínica em Portugal, reconhecida na União Europeia, “em torno de projetos concretos de grande envergadura na área das doenças oftalmológicas”.

Essa rede, segundo o professor da Universidade de Coimbra, “possibilitará, paralelamente, um consistente relacionamento” com as empresas, ao nível dos ensaios clínicos, I&D da indústria farmacêutica e biotecnologia.

O Congresso Português de Oftalmologia é organizado pela Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, a que preside a especialista de Coimbra Maria João Quadrado.

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