CTT homenageiam a calçada portuguesa com emissão filatélica

CTT homenageiam a calçada portuguesa com emissão filatélica

 

Lusa/AO online   Nacional   27 de Jul de 2016, 17:08

Os CTT lançam, na quinta-feira, quatro selos de homenagem à calçada portuguesa, com motivos do Jardim da Estrela, em Lisboa, da Praça Velasquez, no Porto, de pavimentos do Funchal, na Madeira, e do Jardim Duque da Terceira, nos Açores.

 

Esta emissão dos CTT - Correio de Portugal conta ainda com um bloco de quatro selos da calçada portuguesa em Macau, Espanha, Brasil e Estados Unidos da América, adiantam os CTT, em comunicado.

A prática da calçada portuguesa teve impulso no século XIX, quando as correntes na Europa se fomentaram as grandes viagens, o Revivalismo e se desenvolveram correntes humanitárias, como destacam os CTT, no comunicado hoje divulgado

Lisboa revestiu-se de Arte Nova, no final do século XIX, quando o governador do Castelo de S.Jorge, em Lisboa, o tenente-general Eusébio Cândido Pinheiro Furtado, promoveu um novo conceito de empedrar o chão, ao estilo de mosaico, com pedras brancas e pretas, que passaram a denominar-se 'calçada-mosaico'.

Para desenvolver este conceito fez uma construção, em 1848, no Rossio - a praça Dom Pedro IV -, em Lisboa, que resultou num empedrado de 8712 metros quadrados, coberto de ondas a preto e branco.

Com o crescimento da cidade, novas ruas foram pavimentadas com este conceito, passando a designar-se definitivamente por calçada portuguesa.

As mudanças de pavimento desenvolveram-se na Baixa de Lisboa, nomeadamente na praça de Camões (1867), ao Chiado, no Príncipe Real (1870), na Praça do Município (1876), no Cais do Sodré (1877) e no Chiado (1894).

A avenida da Liberdade, rasgada a partir do Passeio Público, e abriu em 1879 e a calçada portuguesa chegou então à atual praça Marquês de Pombal, com largos passeios.

Com o passar do tempo, a calçada portuguesa cresceu exponencialmente e, nos anos 40 do século XX, apareceu no pavimento de locais como os da Exposição do Mundo Português (1940) e do Estádio Nacional (1944).

Nos anos de 1960, ganhou a participação de artistas plásticos, como Eduardo Nery, que concebeu o piso de acesso ao chamado edifício "Franjinhas", em Lisboa, do arquiteto Nuno Teotónio Pereira.

Na última década do século XX, a Expo 98 convidou alguns artistas plásticos a desenhar a calçada, para o espaço do atual parque das Nações.

A Calçada Portuguesa tornou-se conhecida a nível mundial, como é possível observar no bloco filatélico desta emissão, com selos de Macau, Espanha, Brasil e Estados Unidos da América, sendo célebre o chamado "calçadão" de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Esta emissão é composta por quatro selos e um bloco: um selo da calçada portuguesa em Lisboa, com o valor facial de 0,47 euros e uma tiragem de 135.000 exemplares; um selo da calçada portuguesa no Porto, com o valor facial de 0,58 euros e uma tiragem de 110.000 exemplares; outro da Madeira, com o valor de 0,75 euros e uma tiragem de 135.000 exemplares; dos Açores, 0,80 euros e 115.000 exemplares. O bloco tem o valor de 1,88 euros e uma tiragem de 45.000 exemplares.

As ilustrações estiveram a cargo do atelier B2 Design e os selos têm um formato de 40 X 30,6 milímetros, enquanto o bloco tem um formato de 125 X 95 milímetros.

As obliterações de primeiro dia serão feitas nas lojas Restauradores, em Lisboa, Munícipio, no Porto, Zarco, no Funchal, e Antero de Quental, em Ponta Delgada.


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