CRUP pede divulgação da avaliação dos centros de investigação e dos apoios para 2015


 

Lusa/AO Online   Nacional   15 de Dez de 2014, 06:56

O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) considerou esta segunda-feira "desejável" a rápida divulgação das avaliações aos laboratórios de investigação, porque há "centros que não sabem como será a sua vida em 2015".

 

A maioria dos laboratórios portugueses estão dependentes da avaliação da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) para saberem qual será o seu financiamento para os próximos cinco anos.

Candidataram-se 322 unidades de investigação, mas apenas passaram à segunda fase 178 laboratórios, que ficaram assim com a possibilidade de financiamento até 400 mil euros por ano.

Quanto aos excluídos, 63 centros ficaram sem qualquer verba e 81 com financiamento base até 40 mil euros por ano.

A avaliação vai ajudar a determinar o dinheiro anual que cada laboratório irá receber entre 2015 e 2020 mas, neste momento, os laboratórios continuam sem informações.

“Há centros que não sabem como vai ser a sua vida em 2015. Seria desejável que os resultados fossem, assim que possível, rapidamente conhecidos”, disse à Lusa o presidente do CRUP, António Cunha.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, lembrou hoje em Braga que apenas as instituições de investigação científica classificadas como "muito boas ou excelentes" pela auditoria externa vão ter financiamento.

"Decidimos que aquelas (instituições) que não forem muito boas ou excelentes terão apenas apoio para funcionamento e que só aquelas que forem muito boas ou excelentes terão mesmo financiamento", afirmou Pedro Passos Coelho, durante o discurso de encerramento do XXIII congresso da JSD.

Em Portugal, a investigação faz-se em laboratórios de universidades e centros de investigação.

No final de outubro, o CRUP considerou que o processo de avaliação não tinha “a necessária qualidade”: "A avaliação não presencial [na primeira fase] de unidades de investigação é, no nosso entendimento, um falhanço pleno", sustentaram os reitores numa carta enviada ao ministro da Educação, Nuno Crato.

Em julho, um mês depois da publicação dos resultados provisórios da primeira fase de avaliação, Crato prometeu incentivos financeiros em 2015, no valor global de seis milhões de euros, para que os centros que ficaram sem fundos na totalidade ou de forma significativa, mas com "potencial histórico e elevada qualidade", se pudessem reestruturar e melhorar a nota na próxima avaliação, intercalar, em 2017, e assim se candidatarem a financiamento suplementar.


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