Cristas sugere que CDS-PP quer mais do que revisão cirúrgica da Constituição

Cristas sugere que CDS-PP quer mais do que revisão cirúrgica da Constituição

 

Lusa/AO Online   Economia   15 de Mar de 2016, 16:50

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, afirmou hoje que a nomeação do governador do Banco de Portugal é apenas um de vários aspetos que os centristas gostariam de rever na Constituição.

 

"Nós estamos neste momento em período ordinário de revisão constitucional. Para o CDS é importante que alguns aspetos que possam ter implicação na Constituição sejam vistos. Demos um exemplo, que se enquadra na matéria de supervisão, de nomeação dos reguladores, em particular a nomeação do governador do Banco de Portugal, mas esse é um tópico num conjunto de vários", afirmou a presidente centrista.

À saída de um encontro de apresentação de cumprimentos com o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, Cristas confirmou que se reunirá para o mesmo efeito com todos os partidos com assento parlamentar, incluindo com o BE e o PCP, com quem quer manter uma relação "cordata e educada", apesar da oposição, e considerou que vários partidos "terão interesse em aprofundar o tema da revisão constitucional".

A presidente do CDS não adiantou quais os demais aspetos da Lei Fundamental que considera carecerem de revisão.

Cristas disse que o encontro com Passos Coelho, no qual também estiveram os vice-presidente dos CDS-PP Adolfo Mesquita Nunes e Nuno Magalhães, e a vice-presidente do PSD Teresa Leal Coelho, foi "uma boa reunião de cumprimentos e também de passagem de revista da situação política atual".

"Manteremos sempre um diálogo próximo com o PSD, o que não quer dizer que os dois partidos não olhem para os seus projetos políticos com vontade de os ver crescer, é o caso do CDS, será certamente o caso do PSD, e eu penso que o centro-direita em Portugal ganhará com esta estratégia", afirmou.

Confirmando que a nova direção do CDS, saída do Congresso de Gondomar no último fim de semana, terá encontros institucionais de apresentação de cumprimentos com todas as forças representadas no parlamento, Assunção Cristas disse que nem todos os encontros podem ter a mesma duração ou ser "igualmente produtivos".

"A nossa preocupação é apresentar cumprimentos a todos. O CDS será sempre um ator aberto a um diálogo produtivo com quem quer que entenda estar numa situação de poder dialogar connosco", declarou.

"Como é evidente, do ponto de vista político, nós estamos muito longe de um PCP ou de um BE e assumimo-nos como uma oposição firme, mas isso não nos impede de podermos ter uma relação cordata e educada", frisou.

As alterações à Constituição são aprovadas por maioria de dois terços dos deputados em efetividade de funções.

A líder centrista não adiantou qualquer novidade de uma futura candidatura do CDS à Câmara de Lisboa, afirmando que no partido há várias pessoas que preenchem o requisito de poder protagonizar "uma candidatura forte e mobilizadora" à capital.

 

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