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Cristas diz que foi pela mão do CDS que o espaço aéreo foi liberalizado

Cristas diz que foi pela mão do CDS que o espaço aéreo foi liberalizado

 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Out de 2016, 07:31

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu, nos Açores, um menor controlo da economia por parte do Estado, reivindicando para o partido a responsabilidade pela liberalização do espaço aéreo na região.

 

“Foi pela mão do CDS, num trabalho também muito forte em conjunto com o CDS/Açores, que se conseguiu liberalizar o espaço aéreo e hoje vemos o turismo a aparecer, primeiro numas ilhas, mas depois noutras”, frisou.

Assunção Cristas discursava na Praia da Vitória, na sessão de apresentação dos candidatos pelo círculo eleitoral da ilha Terceira às eleições legislativas regionais de 16 de outubro.

A paternidade da liberalização do espaço aéreo nos Açores foi também reivindicada pelo PSD, quando o líder Pedro Passos Coelho visitou a região, em julho, e pelo Governo Regional socialista, em resposta ao ex-primeiro-ministro do PSD, que formou o anterior governo em coligação com o CDS.

No arranque da campanha eleitoral nos Açores, Assunção Cristas criticou a possibilidade de o Governo da República equiparar o regime tributário do alojamento local ao do arrendamento.

“Há uma semana os socialistas estavam felizes com os números do turismo e eu pergunto: foi por mão de quem, foi por mão de que políticas? Não foi certamente pela mão destas políticas socialistas, que quando veem alguma coisa a crescer logo se lembram de ir lá retirar”, salientou.

O foco do discurso da líder centrista foi, no entanto, para as eleições regionais nos Açores e para o combate à maioria absoluta do PS, que governa há 20 anos na região.

“A maioria absoluta quando instalada e bem refastelada não traz nada de bom. Temos que libertar a sociedade dessa maioria absoluta, que se torna tantas vezes asfixiante”, frisou.

Assunção Cristas disse, por isso, não acreditar no resultado de uma sondagem, divulgada hoje, que dá uma maioria de dois terços ao PS.

“No CDS somos muito imunes a sondagens. Olho para algumas que dizem que no Pico teremos 0%. Eu convido-vos a irem amanhã ao Pico e a verem quantas pessoas estão lá confirmadas para jantar. Ou quando nos dizem que aqui na Terceira teremos 6%, deixem-me rir”, apontou.

Já Artur Lima, líder regional do CDS-PP e cabeça de lista pelo círculo eleitoral da ilha Terceira, alertou para o “perigo” de o PS estar à beira de conseguir “a maior maioria de sempre”.

“Tendo dois terços dos deputados do parlamento podem alterar qualquer lei, sem consultar qualquer partido da oposição. O regimento, a lei eleitoral, o Estatuto Político-Administrativo… E isso é um perigo para a democracia. É o primeiro passo para o fim da democracia nos Açores e nós não podemos permitir isso”, salientou.

Assunção Cristas, que termina na segunda-feira uma visita a quatro ilhas dos Açores, apelou à mobilização dos militantes para que o CDS tenha mais força no arquipélago.

“Temos gente com qualidade, propostas sólidas, interessantes e de futuro, que tocam nas pessoas, nas suas famílias, nas suas vidas quotidianas. Temos visão para o renascimento económico dos Açores, que certamente passa pelo turismo, mas passa também pela agricultura e pelo agroalimentar, passa pelo mar…”, adiantou.

Para a votação de dia 16 estão inscritos cerca de 228 mil eleitores que vão escolher os 57 deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para os próximos quatro anos.

De acordo com os resultados das eleições, o Representante da República nomeia depois o presidente do Governo Regional que, por sua vez, propõe os membros do executivo.

Treze forças políticas apresentam-se a votos, mas nem todas concorrem nos dez círculos eleitorais. Apenas aos círculos de São Miguel, que elege 20 deputados, e de compensação, que elege cinco, concorrem todas.

Nas últimas eleições regionais, realizadas a 14 de outubro de 2012, o PS venceu com maioria absoluta e elegeu 31 deputados, seguido de PSD, com 20 mandatos e do CDS-PP com três. BE, CDU e PPM elegeram um parlamentar cada.


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