Crianças devem ser informadas para evitar pânico


 

AO/Lusa   Nacional   1 de Nov de 2014, 14:58

A apresentadora Catarina Furtado afirmou este sábado que é importante explicar às crianças o que é o Ébola, para evitar que estas entrem em pânico se a doença chegar a Portugal.

 

Catarina Furtado, que simulou ser um caso suspeito de Ébola, no âmbito de um simulacro organizado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) para testar os mecanismos de resposta em Portugal, defendeu o esclarecimento da população sobre a doença, considerando que, “normalmente, a falta de informação é o maior risco”.

No caso das crianças, lembrou a Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População, o seu esclarecimento é especialmente importante porque “a doença invade a nossa televisão”.

Sobre a sua participação no simulacro, Catarina Furtado disse ser essa a sua função “enquanto figura pública”.

“Existe muita informação sobre o ébola e é importante dizer às pessoas os procedimentos adequados, quer para quem possa eventualmente ter a doença, como para os seus contactos”, adiantou.

Catarina Furtado simulou hoje ter sintomas comuns à infeção pelo vírus Ébola – febre, dores de cabeça e dores musculares – registados após ter passado pela Serra Leoa.

Seguindo esse guião, a apresentadora ligou para a Linha Saúde 24, tendo sido depois encaminhada para um serviço especial da DGS que validou o seu caso como suspeito, tendo acionado o serviço especial do INEM que transportou Catarina Furtado até ao Hospital Curry Cabral, onde era esperada por uma equipa de infeciologistas.

“É mais importante recorrer a Linha Saúde 24 antes de tomar alguma iniciativa”, disse a apresentadora da RTP à Lusa que aceitou o desafio para “mostrar quais os passos essenciais para se saber se se tem a doença”.

A febre hemorrágica Ébola, muito contagiosa, causou desde o início do ano até 27 de outubro, pelo menos, 4.922 mortos em 13.703 casos registados, na sua quase totalidade em três países: Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri, segundo o último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Trata-se de uma doença com uma letalidade entre os 25 e os 90%, para a qual não existe tratamento específico, nem vacinas comercialmente disponíveis.


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