Criada área para testes de drones no aeroporto de Santa Maria

Criada área para testes de drones no aeroporto de Santa Maria

 

Lusa/AO Online   Regional   19 de Jul de 2016, 18:38

Uma área para a realização de testes de drones foi hoje criada no aeroporto de Santa Maria, Açores, no âmbito de um protocolo assinado entre o Governo Regional e as empresas NAV e ANA.

 

À agência Lusa, o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia dos Açores, Fausto Brito e Abreu, disse em Vila do Porto, Santa Maria, onde hoje o executivo açoriano termina a visita estatutária, que “há dois tipos de protocolo”.

O primeiro, entre o Governo Regional, a NAV, empresa responsável pelos serviços de tráfego aéreo português, e a ANA – Aeroportos de Portugal, “visa o uso do aeroporto de Santa Maria e o controlo do espaço aéreo” para “teste de veículos aéreos não tripulados, os chamados drones”.

Depois, há outros protocolos bilaterais, da NAV e da ANA, com empresas que “querem usar esta facilidade que foi criada pelo protocolo chapéu com o Governo Regional para depois virem desenvolver os seus próprios produtos aqui”.

“O aeroporto de Santa Maria tem condições excelentes, está próximo do mar e, portanto, é o sítio perfeito para desenvolver tecnologias que possam ter aplicações de vigilância marítima, seja para estudos científicos, seja para fiscalização das pescas, seja para salvamento marítimo”, declarou Fausto Brito e Abreu.

Para o governante, “testar em ambiente oceânico estas tecnologias é uma enorme mais-valia comercial para as empresas que desenvolvem esses produtos”.

“O acesso a um aeroporto com uma pista fantástica, em que o piloto de um drone pode estar quase sentado ao lado do controlador aéreo, na torre ou noutro local qualquer, é uma oportunidade única para empresas que normalmente estão em grandes centros urbanos e onde o espaço aéreo é controladíssimo e não podem fazer os testes que desejam”, referiu.

Fausto Brito e Abreu garantiu não haver interferências para a aviação comercial, explicando que “o controlo aéreo define uma área que está reservada em radar em que ninguém entra e os drones operam dentro dessa área e em horários que não colidam com a operação normal do aeroporto de Santa Maria, que tem os voos regulares de passageiros e as escalas técnicas” de aeronaves.

O secretário regional informou que este protocolo “não envolve nenhuma dimensão financeira de pagamentos”, sustentando que ao executivo açoriano “interessa que estas empresas queiram desenvolver testes nos Açores e que deixem obviamente dinheiro em hotéis, em restaurantes, no tempo em que cá têm os seus técnicos”.

Contudo, “no futuro podem querer mesmo ter cá uma pequena base operacional e instalar uma unidade de produção e desenvolvimento de drones”, apontou o responsável, referindo que isto “contribui para a economia da ilha e, indiretamente, se as empresas se vierem basear nos Açores, com impostos para a atividade da região”.

“Mas, neste momento, trata-se de tentar valorizar a posição estratégica dos Açores e desta infraestrutura que tem potencial para ser aproveitada mais do que está a ser”, considerou Fausto Brito e Abreu.

 


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