Crescimento económico não se reflete na sociedade açoriana

Crescimento económico não se reflete na sociedade açoriana

 

Lusa/AO online   Regional   21 de Mai de 2018, 17:27

O deputado do PCP no parlamento dos Açores afirmou que os resultados alcançados na recuperação de emprego e crescimento, traçados hoje pelo presidente do Governo, "não se refletem" na sociedade açoriana, alegando que "cada vez há mais desemprego".

“O discurso do presidente do Governo é dividido em dois temas importantes, um em que faz menção em relação ao aumento do emprego que existe na região. O que nós discordamos plenamente, porque isto não se reflete na sociedade açoriana. Ou seja, cada vez há mais desemprego e cada vez há mais jovens à procura de emprego”, afirmou aos jornalistas João Paulo Corvelo, o deputado único comunista no parlamento regional.

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, valorizou hoje os indicadores económicos da região, nomeadamente em áreas como o Turismo e a subida do emprego, mas recusou "deslumbramentos", apesar do "poderoso incentivo" dos números.

"Interessa afirmar, de forma clara e inequívoca, que não há tempo nem espaço para deslumbramentos individuais ou coletivos. Mais do que um motivo de satisfação, o caminho percorrido e, sobretudo, os resultados alcançados, naquilo que têm de recuperação, de melhoria e de crescimento, constituem para nós um poderoso incentivo para, comprovado o mérito global do trajeto que temos delineado, corrigir o que se impõe corrigir, melhorar o que já está a ser bem feito e fazer o que ainda falta fazer", vincou o governante.

Numa intervenção a propósito do Dia da Região Autónoma dos Açores, cujas celebrações decorrem hoje na ilha do Pico, o líder do executivo açoriano destacou que, "ao nível do emprego, no primeiro trimestre deste ano, atingimos 15 trimestres sucessivos com descidas homólogas da taxa de desemprego e entrámos já no 6.º trimestre sucessivo de aumento homólogo da população empregada".

Na reação, o deputado do PCP/Açores salientou a segunda parte do discurso do presidente por ser “uma chamada de atenção em relação à República e à Comunidade Europeia para que não se esqueçam das regiões ultraperiféricas”, mas alertou que “não se pode deixar só em palavra" e há que ter também "ações".



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