Crescimento de hóspedes na hotelaria abranda em maio mas dormidas aceleram

Crescimento de hóspedes na hotelaria abranda em maio mas dormidas aceleram

 

Lusa/AO online   Economia   15 de Jul de 2016, 12:33

O número de hóspedes na hotelaria aumentou 5,1% em maio, para 1,8 milhões, o que possibilitou também um aumento de 7,8% nas dormidas, para cinco milhões, em termos homólogos, divulgou o INE.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a evolução dos hóspedes ficou aquém da observada em abril (7,6%), mas a das dormidas foi superior (6,1% em abril).

O instituto justificou que para o aumento das dormidas apenas contribuíram os não residentes (10,7% face a 6,5% em abril), já que o mercado interno decresceu 1,1% (mais 5,2% em abril), "interrompendo a tendência positiva dos últimos meses".

O último resultado negativo tinha ocorrido em abril de 2015, quando o recuo atingiu os 7,1%.

Os mercados externos (3,9 milhões de dormidas) apresentaram evolução marcadamente positiva, de 10,7%, acentuando o crescimento de abril (6,5%).

Já de janeiro a maio, os hóspedes aumentaram 10,4% e as dormidas 11,3%, tendo as dormidas em hotéis (9%) representado 67,9% do total, com destaque para as unidades de quatro estrelas (49,5% da tipologia) superado este aumento (10,4%).

As pousadas também se destacaram (11,9%), tal como os apartamentos turísticos (8,2%).

Em maio, os parques de campismo receberam 113,4 mil campistas que proporcionaram 323 mil dormidas, equivalendo a quedas de de 3,5% e 2,6%.

No período de janeiro a maio, as dormidas de residentes aumentaram 7,8% e as de não residentes 12,7%.

Os proveitos totais atingiram os 265,9 milhões de euros (subida de 14,9%) e os de aposento 187,5 milhões de euros (mais 15,8%), resultados que aceleraram face a abril (12,5% e 12,1%), mas ficaram aquém dos de janeiro a maio (16,6% e 17,6%, respetivamente).

A estada média também aumentou 2,6%, para 2,73 noites, "evolução de sentido contrário à do mês anterior (-1,3%)", tal como a taxa líquida de ocupação cama, que subiu 2,5 pontos percentuais fixando-se em 52%. No conjunto dos cinco primeiros meses do ano esta taxa atingiu 40,1% (mais três pontos percentuais).

No conjunto dos cinco primeiros meses do ano, os resultados foram também positivos, mas de menor expressão (0,8%; 2,64 noites) e à semelhança do mês anterior, Madeira e Algarve registaram permanências elevadas (4,98 e 4,27 noites, em média).

No entanto, enquanto o Algarve deteve o maior aumento (5,5%) a Madeira registou decréscimo (de 2,4%).

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se em 43,4 euros, correspondendo a um aumento de 13,4% (9,8% em abril).

Lisboa e Madeira destacaram-se com valores de RevPAR que ascenderam a 73,7 euros e 50 euros, cabendo à Madeira o maior aumento (21%). Açores, Algarve e Norte registaram igualmente crescimentos assinaláveis (18,3%, 17,9% e 15,4%).

Os principais mercados registaram uma "evolução maioritariamente positiva", sendo que os 13 principais mercados emissores concentraram 87,3% das dormidas de não residentes (86,4% em maio de 2015).

O Reino Unido (25,8% das dormidas de não residentes) aumentou significativamente, 12,9%, contudo registando uma subida inferior ao de abril (15,9%) e ao período acumulado de 2016 (16,2%).

A Alemanha recuperou (13% face a 1,1% em abril), aproximando-se dos resultados de março (12,9%), fixando o seu peso relativo em 14,5%, enquanto as dormidas do mercado francês aumentaram 14,4% e representaram 12,5% do total.

No conjunto dos cinco primeiros meses do ano, a subida foi ligeiramente superior (15,8%).

Países Baixos e Espanha detiveram quotas semelhantes (6,9% e 6,8%, respetivamente) e apresentaram evoluções positivas (11,4% e 14,9%), no entanto aquém do acumulado de janeiro a maio (12,7% e 17,5%, respetivamente).

A Irlanda, com um peso relativo de 4,3%, cresceu 12,7%, sendo também de assinalar a evolução do mercado sueco (16,2%) e do norte-americano (15,2%).

O Brasil manteve tendência decrescente (-6,5%), enquanto a Itália (-2,5%) contrariou a evolução fortemente positiva que vinha apresentando (17,0% em abril e 23,6% em março).

Já as Regiões Autónomas tiveram um crescimento significativo ao apresentar aumentos expressivos das dormidas (19,6% nos Açores e 12,2% na Madeira).

No Continente destacaram-se o Algarve (11%) e o Norte (9,1%), contrastando com os resultados negativos do Alentejo (-3,8%) e Centro (-0,6%). A procura concentrou-se no Algarve (35,1% do total de dormidas), Lisboa (25%), Madeira (13,4%) e Norte (12,7%).

A Região Autónoma da Madeira registou um aumento assinalável das dormidas de residentes (22,4%), enquanto no continente o número de dormidas de residentes subiu apenas no Algarve (2,7%) e Norte (1,1%), tendo as restantes regiões verificado uma redução, com maior impacto no Centro (-10,0%).

Nesta região verificou-se, assim, uma diminuição de quota (17,8% face a 19,6% em maio de 2015). Os principais destinos foram Lisboa (22,9% das dormidas do mercado interno), Norte (22,1%) e Algarve (20,1%).

As dormidas de não residentes aumentaram em todas as regiões, de forma mais expressiva nos Açores (29,8%), Norte (15%) e Algarve (12,4%).

No Centro, a procura dos mercados externos (10,1% de dormidas) contrastou fortemente com a dos residentes (-10,0%), diz o INE, destacando o contributo dos principais mercados externos da região (Espanha e França), que apresentaram crescimentos de 16,7% e 17,2%, correspondendo a 40,1% das dormidas de estrangeiros no Centro.

O primeiro destino dos não residentes foi o Algarve (39,5%), secundado por Lisboa (25,6%) e Madeira (15,7%).


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