Credores da LactoPico aprovam continuidade da cooperativa


 

Lusa/AO online   Regional   7 de Ago de 2014, 18:47

Os credores da LactoPico chegaram hoje a acordo para que a cooperativa da ilha do Pico se mantenha em funções, apesar de ter sido declarada insolvente pelo tribunal, adiantou à Lusa o presidente, Jorge Pereira.

A primeira assembleia de credores decorreu hoje em São Roque do Pico e, apesar de ser ainda necessária uma segunda assembleia para aprovar o plano de recuperação da cooperativa, os credores decidiram que não deveria encerrar.

"A LactoPico vai-se manter em funções", confirmou Jorge Pereira, acrescentando que a cooperativa vai fazer um novo empréstimo na Caixa de Crédito Agrícola dos Açores, no valor de 1,5 milhões de euros, tendo para esse efeito hipotecado a fábrica.

A LactoPico tem atualmente uma dívida à banca e a fornecedores de 4,5 milhões de euros, aumentando-a desta forma para seis milhões de euros.

O novo empréstimo será utilizado para recuperar a fábrica e para pagar dívidas aos fornecedores e aos produtores de leite.

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, anunciou a 20 de junho um acordo que permite que a LactAçores (União das Cooperativas de Laticínios dos Açores UCRL) assuma a gestão industrial e comercial da LactoPico, em conjunto com a atual direção.

No mesmo dia, o tribunal de São Roque do Pico proferiu uma sentença de declaração de insolvência da cooperativa de lacticínios, mas os administradores da LactoPico foram convocados para a assembleia de credores que se realizou hoje.

O plano de recuperação inicial previa a redução do número de trabalhadores da cooperativa, mas segundo Jorge Pereira "isso ainda não está claro".

O presidente da LactoPico adiantou que só na próxima semana se deverão iniciar as conversações com a LactAçores para avaliar se é necessário dispensar funcionários e como será feito o pagamento aos produtores.

"No próximo mês é que vamos analisar a fundo a cooperativa", frisou.

Jorge Pereira salientou que a assembleia de credores foi "muito calma e pacífica", com tudo "aprovado por unanimidade", explicando que a demora se prendeu apenas com a confirmação da lista de credores, que era grande.

O presidente da cooperativa disse estar "satisfeito com a solução encontrada" e com a "disponibilidade" das várias partes envolvidas, salientando, no entanto, que "ainda há um trabalho muito sério a desenvolver no futuro".


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