Crédito às "boas empresas" em Portugal

Crédito às "boas empresas" em Portugal

 

Lusa/AO Online   Economia   5 de Jul de 2014, 12:42

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) considerou ontem que atualmente as condições de crédito do setor às boas empresas "melhorou significamente", em termos de taxa de juro.

Faria de Oliveira falava à Lusa em Lima, no final de um reunião com representantes da banca portuguesa e peruana, onde também estiveram presentes o ministro da Economia, António Pires de Lima, e o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Miguel Frasquilho.

Instado a comentar declarações recentes do antigo presidente do conselho de administração da Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, que afirmou que a tesouraria da empresa “dentro de um ou dois anos deve estar em Genebra”, já que “é lá que estão os mercados e a banca cá não dá a resposta” necessária, Faria de Oliveira disse que as condições de crédito às boas empresas melhorou.

“Penso que é cada vez mais evidente que a banca portuguesa, em primeiro lugar, tem uma apetência clara para a concessão de crédito às boas empresas, é um objetivo fundamental para melhorar a sua situação de rentabilidade”, afirmou.

E, “neste momento, as condições de crédito às boas empresas, em termos de taxa de juro, melhorou significativamente”, mas “obviamente cada empresas decidirá conforme entender”, acrescentou.

Sobre o início do aumento de capital do BCP, que tem em vista o pagamento dos CoCo ao Estado, Faria de Oliveira disse que é “um sinal extremamente positivo”.

Ou seja, acrescentou, é um “sinal evidente que os bancos ganharam uma capacidade nova e estão em condições de antecipar o pagamento da parte das ajudas do Estado relacionadas com os CoCos. O BPI já o fez, agora o BCP, agora melhores sinais não existem” para o setor.


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