Cozidos nas caldeiras da Ribeira Grande fazem-se há um mês com "grande adesão"

Cozidos nas caldeiras da Ribeira Grande  fazem-se há um mês com "grande adesão"

 

Lusa/AO Online   Regional   15 de Set de 2014, 08:19

A Ribeira Grande, nos Açores, disponibiliza gratuitamente há um mês covas no solo para a confeção dos tradicionais cozidos aproveitando o calor da terra vulcânica, um projeto que a autarquia diz estar a registar uma "grande adesão".

“Temos números que rondam entre os oitenta e os cem cozidos por semana. Tem ainda maior relevância ao fim de semana, porque há mais disponibilidade das famílias”, afirmou o presidente da câmara da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, em declarações à agência Lusa.

Desde 15 de agosto que estão disponíveis nove buracos para confeção gratuita e durante cinco a seis horas dos cozidos na zona das Caldeiras da Ribeira Grande, que resultam do aproveitamento do calor geotérmico, à semelhança do que que acontece nas Furnas, também na ilha de São Miguel.

Para Alexandre Gaudêncio, o resultado obtido até agora “está acima das espectativas” face à “grande adesão” dos micaelenses e turistas, o que revela que “quando há boa vontade e parcerias" é possível "fazer coisas bem feitas”.

O investimento foi todo feito pela elétrica açoriana (EDA), através da empresa EDA Renováveis, no âmbito da responsabilidade social da empresa, sendo que o espaço tem gestão municipal e conta com um funcionário a tempo inteiro para garantir a gestão e a manutenção.

“Temos tentado manter o local com o mínimo de condições, com alguma disciplina no horário de expediente”, disse o autarca social-democrata, acrescentando que a câmara pretende instalar no local mobiliário urbano para proporcionar maior conforto a quem lá se desloca para comer ao ar livre.

O único café/restaurante localizado nas imediações do local onde são confecionados os cozidos também tem beneficiado com este projeto, uma vez que viu aumentar o número habitual de clientes.

Sílvia Araújo, nora da proprietária do estabelecimento comercial, adiantou à Lusa que têm recebido “uma média semanal de 15 a 20 encomendas de cozido” e ao domingo também têm sempre este prato para o habitual “almoço 'buffet'”.

“Temos estado com a casa cheia”, confessou Sílvia Araújo, acrescentando que o café/restaurante tem dois buracos reservados para uso exclusivo do estabelecimento propriedade da mesma família há vários anos e que emprega, atualmente, oito pessoas.

As Caldeiras da Ribeira Grande, na ilha de S. Miguel, estão localizadas a caminho da Lagoa do Fogo e são constituídas por um pequeno núcleo de fumarolas e várias nascentes de água mineral, envolvidas por arvoredo, algumas casas e um antigo estabelecimento termal do séc. XIX.

Na ilha de S. Miguel, além da Ribeira Grande, também o concelho da Povoação tem longa tradição na cozedura de alimentos com recurso ao calor da terra vulcânica, junto à lagoa das Furnas, onde se confeciona o famoso e tradicional cozido das Furnas.

A utilização de covas na margem da lagoa das Furnas para fazer cozidos passou a ser paga este ano.

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