Costa votou "obviamente otimista" na vitória nas primárias

Costa votou "obviamente otimista" na vitória nas primárias

 

Lusa   Nacional   28 de Set de 2014, 11:47

O candidato às eleições primárias do PS António Costa votou esta manhã em Lisboa e mostrou-se "obviamente otimista" numa vitória no sufrágio desta noite, sublinhando a importância de uma expressiva adesão de militantes e simpatizantes.

"Quanto mais pessoas participarem mais autêntica será a voz dos portugueses a expressarem-se nestas eleições e a responder à questão de quem está em melhores condições de ser o próximo primeiro-ministro", disse Costa aos jornalistas depois de votar esta manhã na sede da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL), no Saldanha.

Declarando ter notícias de "todo o país" de uma grande adesão às urnas, Costa diz estar "obviamente otimista" para uma vitória no sufrágio.

Cerca de 250 mil simpatizantes e militantes socialistas escolhem hoje entre o secretário-geral António José Seguro e o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, o candidato do PS a primeiro-ministro nas próximas eleições legislativas.

Aos jornalistas, António Costa manifestou o desejo de que já "amanhã" o PS "parta coeso para a próxima etapa", a de disputar as legislativas.

A escolha entre si e Seguro, realçou ainda, não diz respeito somente ao PS mas tem que ver com todo o país, embora frisando não ter a "menor dúvida" de que em caso de vitória irá conseguir o PS.

"Este resultado vai ser muito expressivo. Não tenho dúvidas", declarou, antes de reforçar que este é o "momento da decisão" e a partir de hoje o partido entra numa "nova vida".

Se o atual secretário-geral do PS vencer as eleições primárias, António José Seguro será confirmado como candidato a primeiro-ministro pelos socialistas nas próximas legislativas e, como tal, o calendário interno deste partido poucas alterações terá.

Se for o presidente da Câmara de Lisboa a vencer as primárias, António José Seguro já fez saber que se demitirá da liderança e, nesse caso, Costa quererá convocar o mais rapidamente possível eleições diretas para o cargo de secretário-geral e um congresso extraordinário do PS.

As eleições primárias foram uma iniciativa lançada por António José Seguro no final de maio, após António Costa se ter mostrado insatisfeito com a dimensão do triunfo do PS nas eleições europeias e de se ter manifestado disponível para avançar para a liderança deste partido.

Seguiram-se três meses e meio de uma dura e intensa luta interna entre os apoiantes de António José Seguro e António Costa, que teve como um dos raros momentos de consenso a eleição do ex-ministro socialista Jorge Coelho para a presidência da comissão eleitoral das primárias.


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