Costa quer Portugal nas competências digitais ao nível dos países nórdicos

Costa quer Portugal nas competências digitais ao nível dos países nórdicos

 

Lusa / AO online   Economia   5 de Jun de 2017, 11:52

O primeiro-ministro defendeu hoje que Portugal deve ter como ambição a formação de mais 70 mil cidadãos em competências digitais, tendo em vista alcançar o nível dos países nórdicos, os mais avançados na Europa neste domínio.

 

António Costa falava no encerramento da sessão de apresentação do projeto "Gen1us", em Monsanto (Lisboa) - cerimónia que contou com a presença do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, da presidente da SIC Esperança, Mercedes Balsemão, do responsável das políticas públicas da Google Portugal, Marcel Leonardi, e do representante da Ayuda Accion Rafael Mazarredo.

Na sua breve intervenção, o primeiro-ministro voltou a vincar que o mercado de trabalho nacional, de acordo com a média europeia, precisa de mais de 40 mil programadores.

Mas, completou, "se o país quiser assumir a ambição dos países nórdicos, então a meta será de 70 mil".

"É preciso investir não só na formação das crianças, mas também da população adulta, sobretudo daqueles que não têm emprego. Até 2020, queremos formar mais 50 mil pessoas com competências digitais. Temos também como meta reconverter para as competências digitais cerca de 15 mil licenciados em áreas de baixa empregabilidade", especificou ainda António Costa.

No plano político-ideológico, o primeiro-ministro voltou a sustentar a tese de que o crescente alargamento à população da aprendizagem das competências sociais representa "um fator de combate à exclusão", sendo, por isso, uma importante política de coesão social.

Num discurso em que não deixou de abordar de passagem questões atuais como a dos direitos de autor - para mais tendo a ouvi-lo na plateia responsáveis da Google -, o líder do executivo elogiou o projeto "Gen1us", que tem como meta formar em competências digitais cinco mil alunos e 500 professores.

"A linguagem da programação que hoje se aprender não será a mesma (na melhor das hipóteses) daqui a dez anos. Temos de aprender a enfrentar os desafios desta permanente mudança. A aprendizagem de competências digitais é tão importante hoje como era a aprendizagem de línguas nas últimas décadas do século XX", advertiu o primeiro-ministro.


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