Corrupção é um dos principais desafios na Europa e Ásia

Corrupção é um dos principais desafios na Europa e Ásia

 

Lusa/AO online   Internacional   16 de Nov de 2016, 16:33

Uma em cada três pessoas na Europa e na Ásia Central vê a corrupção como um dos principais desafios nos seus países, mas um número idêntico receia sofrer represálias se a denunciar.

 

De acordo com a organização Transparency Internacional, responsável pelo índice da corrupção em todo o mundo, na União Europeia 66 por cento dos espanhóis afirma que a corrupção é um dos maiores problemas nacionais, ao contrário dos alemães (2%).

Outros países onde a corrupção é o principal problema são a Moldóvia, Kosovo, Eslovénia e Ucrânia.

Os moldavos e ucranianos lideram também a lista daqueles que acreditam que os seus políticos são corruptos, com 76% e 64%, respetivamente. Na luta contra a corrupção, 86% dos ucranianos afirmaram que o governo não é eficaz, seguidos por 84% dos moldavos.

Para este estudo, a Transparency Internacional, com sede em Berlim, questionou 60 mil pessoas em 42 países na Europa e na Ásia Central.

Ao todo, 30% dos inquiridos disseram que a corrupção não é denunciada por se recearem as consequências, 14% por ser muito difícil de provar e 12% por acreditarem que nada será feito.

O estudo só encontrou uma pessoa em cinco que pagaram subornos a denunciar o incidente. Duas em cada cinco que denunciam a situação sofrem algum tipo de retaliação.

A Transparency considerou que uma das razões para o apoio crescente de movimentos populistas e nacionalistas na Europa pode estar relacionada com a perceção de que as instituições democráticas tradicionais são "incapazes de cumprirem promessas de prosperidade e igualdade de oportunidades, não sendo por isso de confiar".

"Os governos não fazem muito para combater a corrupção porque os indivíduos na liderança são os que beneficiam", afirmou um dos responsáveis da organização, Jose Ugaz.

"Para pôr fim a esta relação muito preocupante entre riqueza, poder e corrupção, os governos devem exigir níveis mais elevados de transparência", acrescentou.

No estudo concluiu-se que um em cada seis agregados familiares pagou um suborno, no último ano, para ter acesso a serviços públicos. Os piores resultados surgiram entre os países da antiga União Soviética, onde perto de 30% dos utentes de serviços públicos pagaram um suborno no ano passado.

A lista é liderada pelo Tadjiquistão, onde 50% dos inquiridos afirmaram ter pagado um suborno, seguido pela Moldávia (42%), Ucrânia, Azerbaijão e Quirguistão (38%), e a Rússia com 34%.

Na UE, a Roménia é o país onde são pagos mais subornos (29%), seguido pela Lituânia (24%) e a Hungria (22%).

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