Corrupção e sexo em "Call girl" que estreia hoje


 

Lusa/AO   Nacional   27 de Dez de 2007, 05:13

O filme "Call girl", de António-Pedro Vasconcelos, estreia hoje em quarenta salas de cinema, mostrando uma intriga policial que envolve uma mulher fatal e um autarca escrupuloso que se deixa corromper.
Soraia Chaves veste a pele de mulher fatal e no papel do autarca corrompido está Nicolau Breyner, aos quais se juntam dois inspectores de polícia, os actores Ivo Canelas e José Raposo, e aquele que alicia à corrupção, interpretado por Joaquim de Almeida.

    "Call girl" podia ser uma variação moderna de "Anjo Azul", de Josef von Sternberg, disse o realizador à agência Lusa, acompanhando "o percurso da decadência, da perdição", do autarca alentejano até ao momento em que aceita dinheiro em troca de um favor.

    "Neste caso a personagem é corrompida, no outro ["Anjo azul"] perde toda a dignidade e reputação", compara António-Pedro Vasconcelos, até porque é um tema "recorrente na literatura e na ficção ocidental".

    "Call girl", cujo argumento o realizador escreveu ao longo de dois anos em parceria com Tiago Santos, é uma história sobre o poder do dinheiro e da sedução, sobre a corrupção no meio político e a prostituição de luxo.

    A fotografia é de José António Loureiro, a produção de Tino Navarro e do elenco fazem ainda parte Virgílio Castelo, Custódia Gallego, Sofia Grilo ou José Eduardo.

    "Call Girl" é uma co-produção luso-brasileira da MGN Filmes e da Lagoa Cultural, e conta ainda com a participação financeira dos institutos do cinema de Portugal e do Brasil e da estação de televisão TVI.

    "Call Girl" é o sétimo filme de António-Pedro Vasconcelos, 68 anos, e o último de produção nacional a estrear este ano nas salas de cinema.


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