Coreia do Norte tem capacidade de incorporar bomba nuclear em mísseis


 

Lusa/AO online   Internacional   8 de Ago de 2017, 18:10

A Coreia do Norte terá conseguido diminuir suficientemente a dimensão de uma bomba nuclear de forma a conseguir incorporar o engenho num dos seus mísseis intercontinentais, segundo um relatório classificado citado hoje pelo jornal The Washington Post.


Esta informação consta num relatório elaborado por peritos dos serviços de inteligência do Departamento de Defesa norte-americano.

Tal capacidade será um avanço muito significativo para a Coreia do Norte, que se torna desta forma uma potência nuclear, destacou o diário norte-americano, que teve acesso a um excerto de um relatório confidencial concluído em julho passado pelos Serviços de Informação de Defesa (DIA) do Pentágono (sede do Departamento de Defesa).

Até à data, o regime de Pyonyang testou vários engenhos nucleares e conseguiu realizar dois lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais, capazes de atingir o território norte-americano. A capacidade dos norte-coreanos de colocarem uma bomba nuclear num desses engenhos era uma dúvida que ainda permanecia.

Apesar de ter passado cerca de uma década após o primeiro teste nuclear do regime de Pyongyang, realizado em outubro de 2006, a comunidade internacional, e os respetivos serviços secretos, estava convencida de que a Coreia do Norte ainda necessitava de vários anos para conseguir dominar o processo complexo da miniaturização de uma arma nuclear.

No entanto, "os serviços de inteligência acreditam que a Coreia do Norte conseguiu produziu armas nucleares que podem ser incorporadas em mísseis balísticos, incluindo em mísseis balísticos intercontinentais", concluiu o relatório, citado pelo The Washington Post.

De acordo com o jornal, o Ministério da Defesa japonês conseguiu reunir informações e tirar as mesmas conclusões.

Segundo outro relatório oficial norte-americano, o líder norte-coreano Kim Jong-Un dispõe de cerca de 60 bombas nucleares, observou o jornal The Washington Post, que destacou, no entanto, que muitos peritos consideram que este número é muito elevado.

No passado fim de semana, o Conselho de Segurança da ONU adotou, por unanimidade, uma resolução reforçando fortemente as sanções impostas à Coreia do Norte, que, caso for respeitada, privará o regime de Pyongyang de mil milhões de dólares de receitas anuais.

Numa reação aos programas balístico e nuclear norte-coreanos, o texto representou um êxito para os Estados Unidos, que conseguiram convencer a China -- principal apoiante do regime liderado por Kim Jong-Un - e a Rússia a aumentar a pressão internacional sobre a Coreia do Norte, acusada de ser uma "ameaça global".

Desde o primeiro ensaio nuclear norte-coreano, em 2006, as Nações Unidas já tinham avançado com outros seis pacotes de sanções à Coreia do Norte.



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