Coreia do Norte diz que testou pela primeira vez bomba de hidrogénio

Coreia do Norte diz que testou pela primeira vez bomba de hidrogénio

 

Lusa/AO Online   Internacional   6 de Jan de 2016, 06:48

A Coreia do Norte afirmou ter realizado, com sucesso, o seu primeiro teste nuclear de hidrogénio, dando um significativo passo no desenvolvimento do seu programa nuclear.

 

“O primeiro teste com bomba de hidrogénio da República foi realizado com sucesso às 10:00 [01:30 em Lisboa] do dia 06 de janeiro, 2016, baseado na determinação estratégica do Partido dos Trabalhadores”, anunciou a televisão estatal norte-coreana.

Vários centros de atividade sísmica detetaram hoje um abalo na Coreia do Norte, levantando-se, de imediato, a possibilidade de ter sido causado por um teste nuclear.

“Com o sucesso total da nossa histórica bomba-H, juntámo-nos ao grupo dos Estados nucleares avançados”, anunciou Pyongyang, acrescentando que o teste foi feito com um dispositivo “miniaturizado”.

O teste foi encomendado pessoalmente por Kim Jong-un e aconteceu dois dias antes do seu aniversário.

No mês passado, durante uma inspeção militar, Kim sugeriu que Pyongyang tinha já desenvolvido uma bomba de hidrogénio, apesar de o anúncio ter sido acolhido com ceticismo por especialistas internacionais.

A bomba de hidrogénio, ou termonuclear, usa a fusão nuclear numa reação em cadeia que resulta numa explosão poderosa.

“O último teste, totalmente assente na nossa tecnologia e pessoal, confirmou que os nossos recursos tecnológicos, recentemente desenvolvidos, são precisos e demonstram cientificamente o impacto da nossa bomba-H miniaturizada”, disse o apresentador televisivo, que transmitiu a mensagem do regime.

A realização efetiva do teste tem ainda de ser confirmada pela comunidade internacional.

Apesar de se comprometer a não ser o primeiro a recorrer à bomba, o regime de Pyongyang indicou que continuará a desenvolver as suas capacidades de ataque nuclear.

“Enquanto persistir a política anti-Coreia do Norte dos Estados Unidos não vamos parar de desenvolver o nosso programa nuclear”, afirmou.

 


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