Contributo das famílias na emissão dos gases com efeito de estufa aumentou em 2010

Contributo das famílias na emissão dos gases com efeito de estufa aumentou em 2010

 

Lusa/AO online   Nacional   9 de Out de 2012, 17:51

Os setores da energia e água reduziram o contributo para a emissão de gases com efeito de estufa em 2010 enquanto o peso das famílias aumentou, com maior importância no gasóleo e eletricidade, informou o INE.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou hoje a Conta das Emissões Atmosféricas que apontam uma diminuição das emissões de 6,6%, atingindo-se um mínimo histórico na série iniciada em 1995.

Este comportamento insere-se na tendência registada desde 2006 de dissociação entre a evolução económica e a de emissão de gases com efeito de estufa.

Em 2010, a energia, água e saneamento registaram o peso relativo menor deste tipo de emissões o que o INE justifica com o facto de ter sido o ano com mais pluviosidade desde 2001 (permitindo a produção de eletricidade hídrica), além de se verificar o aumento da utilização de formas de energia mais limpas, como o gás natural e a energia eólica.

Portugal tem uma das mais baixas emissões de gases com efeito de estufa per capita da União Europeia (UE), foi a quarta mais baixa em 1995 e a quinta em 2008.

Na análise do consumo energético das famílias, o INE refere que em 2010 o gasóleo é o produto energético mais consumido, com 35,9% do total contra 17,4% na média entre 1995 e 1999, seguido da eletricidade (19,3% contra 13,8%), gasolina (18,4% contra 32,2%) e biomassa (13,3%).

O potencial de efeito de estufa em Portugal aumentou até 1999 e entre 2000 e 2005 apresenta uma evolução irregular, iniciando depois um período de decréscimo.

Quanto aos compostos que mais contribuem para a acidificação do ambiente (principalmente óxidos de enxofre que provêm da queima de carvão e fuelóleo), o INE registou uma descida anual média de 6,5% a partir de 1999, tanto da parte da energia, água e saneamento como dfa indústria.

Este decréscimo justifica-se pela substituição daqueles combustíveis por gás natural.

Os óxidos de azoto, outro contributo para a acidificação, com origem nos transportes, também caíram, apesar do crescimento da frota automóvel e das deslocações por estrada, o que foi possível devido às soluções técnicas para tornar os motores menos poluentes.

No potencial de acidificação, a agricultura, silvicultura e pesca apresentam o maior peso, com 32,8%, seguidas da indústria (26,2%) e transportes (11,3%)


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