Contingente adicional de tropas norte-americanas permanece no Afeganistão em 2015

Contingente adicional de tropas norte-americanas permanece no Afeganistão em 2015

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   6 de Dez de 2014, 17:21

Um contingente adicional de mil tropas vai permanecer no Afeganistão no próximo ano para responder a uma quebra temporária nas forças da NATO, disse o secretário norte-americano da Defesa, Chuck Hagel, durante uma visita a Cabul.

 

O Presidente Barack Obama aprovou a medida, apesar do plano inicial de limitar a força norte-americana a um máximo de 9.800 tropas em 2015.

A proteção às eleições afegãs atrasou os acordos de segurança com os Estados Unidos da América e os países da NATO, que estabeleceram planos para os governos ocidentais contribuírem com tropas numa missão pós 2014, designada “Operação Resolute Suport”.

“O esforço para a força da geração ‘Resolute Suport’ é de vários meses além do que esperávamos ser nesta altura”, afirmou Hagel aos jornalistas.

“Posto isto, o Presidente Obama concedeu aos comandos militares a flexibilidade para gerirem qualquer quebra de forças temporária que possa existir por alguns meses, até que cheguem ao local tropas da coligação”, declarou.

Isto significa “a retirada tardia de até mil tropas norte-americanas – portanto até 10.800 tropas, em vez de 9.800, podem permanecer no Afeganistão até ao final deste ano e nos primeiros meses do próximo ano”, acrescentou.

A preocupação com a estabilidade no Afeganistão é crescente, à medida que a presença da NATO declina, com a polícia nacional e o exército a registarem baixas recorde em batalha este ano, e o surgimento de uma série de ataques de alto nível dos talibãs em Cabul.

Hagel precisou que a decisão de Obama não altera a missão para as tropas no próximo ano – que vai centrar-se no treino das forças afegãs – nem altera a longo prazo o plano para as forças americanas nos próximos dois anos.

O chefe do Pentágono acrescentou que as forças americanas vão manter “uma missão limitada ao contra terrorismo”, face aos militantes da Al Qaeda no Afeganistão.


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