Consultora KPMG está a reavaliar relação com Estradas de Portugal


 

Lusa/ AO online   Nacional   4 de Nov de 2011, 16:18

A KPMG está a reavaliar a relação que poderá ter com a Estradas de Portugal (EP) enquanto se mantiver a atual administração da empresa pública, disse hoje o administrador da consultora Luís Magalhães.

"A KPMG está a reavaliar a relação que está disponível para ter com a EP enquanto a administração for a atual", afirmou Luís Magalhães, durante uma audição na Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas.

Luís Magalhães disse que houve quebra de confidencialidade por parte da EP ao divulgar um estudo sobre as projeções dos fluxos financeiros das concessões rodoviárias, sendo este um dos argumentos que será tido em conta na reavaliação da relação com a empresa pública, que dura há 10 anos.

O eventual fim da "relação custa-nos a nós, mas também vai custar ao Estado", argumentou o administrador da KPMG, acrescentando que "quem se mete com a KPMG leva".

A KPMG está, atualmente, a trabalhar com a EP na renegociação dos contratos das concessionárias para a introdução de portagens nas SCUT (vias sem custo para o utilizar), prestando também apoio na gestão e acompanhamento dos contratos de concessões e subconcessões rodoviárias.

A audição de hoje, requerida pelo PS, foi agendada depois de a KPMG ter enviado uma carta ao presidente da Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas.

Na carta, o administrador da consultora Paulo Santos - presente hoje no Parlamento - refere-se ao teor da audição parlamentar em que o ex-secretário de Estado das Obras Públicas Paulo Campos fez referência a "relatórios ou documentos" da autoria da KPMG, afirmando que o atual deputado do PS lhe atribuiu "um conjunto de factos e conclusões que não correspondem a nenhum dos relatórios emitidos pela KPMG para a EP".

Hoje, Paulo Santos disse que não é possível "ir ao documento da KPMG, somar números soltos e depois dizer que é um documento da KPMG".

Na audição, que durou quase três horas, o deputado do PS e ex-secretário de Estado Paulo Campos pediu por diversas vezes a palavra "em defesa da honra", tendo afirmado que "nunca disse" que os gráficos que apresentou no Parlamento eram da KPMG, tendo referido a fonte dos mesmos.

Os ânimos exaltaram-se por diversas vezes. O Bloco de Esquerda (BE) abandonou a reunião e o presidente da Comissão Parlamentar ameaçou duas vezes encerrar os trabalhos.


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