Construção quer "materialização" do investimento previsto no Plano dos Açores

Construção quer "materialização" do investimento previsto no Plano dos Açores

 

  Economia   30 de Out de 2014, 15:38

O líder da associação de industriais da construção civil dos Açores disse esperar que o volume de investimento público previsto para 2015 seja "efetivamente materializável", visando impulsionar a economia, o que é "fulcral" para o setor.

 

“Contamos que o investimento previsto no documento [Plano Anual dos Açores para 2015, da responsabilidade do Governo Regional] apresentado seja efetivamente materializável ao longo de 2015, de modo a que seja possível o tão necessário impulso à economia, fulcral para a sobrevivência das nossas empresas”, declara Pedro Marques.

No parecer da Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas dos Açores (AICOPA) sobre a anteproposta do Plano Anual de 2015, a que a agência Lusa teve acesso, o seu líder destaca o aumento de 8% para o setor em 2015, em termos de obras.

Pedro Marques salvaguarda que este aumento para 2015, num orçamento global que cresce 11%, não se tinha verificado nos dois anos anteriores, nos documentos do executivo açoriano.

O dirigente da AICOPA subscreve a estratégia do Governo Regional de financiar os investimentos na região com o maior volume possível de fundos comunitários, considerando que esta intenção “vai ao encontro do que temos vindo a defender”.

Pedro Marques congratula-se com a “importância” dada na anteproposta de Plano Anual de 2015 ao setor agroalimentar e ao turismo, mas manifesta a sua preocupação com o “forte desinvestimento” ligado à economia do mar, que se materializa numa quebra de 15%.

A indústria transformadora, economia digital e a logística merecem do líder da AICOPA um alerta para a necessidade de serem “contempladas as necessárias infraestruturas de apoio inerentes a estes três setores”.

A abordagem à questão das exportações e do comércio intrarregional é também vista de forma positiva por parte da construção civil dos Açores, apontando, no entanto, o seu líder a necessidade de melhorar as condições de operacionalidade do porto de Ponta Delgada e as autoestradas aéreas, com um avião de carga.

A AICOPA subscreve a continuidade dos programas “Recuperar” e “Prosa”, mas defende que esta deve ser feita “de um modo ponderado”, por forma a não se retirar mais trabalho ao “tão já fragilizado setor da construção”.

No capítulo do turismo, o parecer dos industriais da construção civil defende a criação de um centro de congressos com uma “unidade hoteleira de referência” que possibilite condições de participação para 400 a 500 congressistas.

O líder da AICOPA congratula-se com o aumento do investimento em infraestruturas no setor da Educação na ordem dos 18%.


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