Consolidação pelo lado da receita ameaça défice em Portugal em 2013

Economia /
Fotografia geral do parlamento europeu em Bruxelas

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A Comissão Europeia teme que o impacto do "enorme aumento de impostos" sobre a procura interna possa pôr em perigo o cumprimento da meta de Portugal para o défice público em 2013.
 

Nas suas previsões económicas de outono, hoje divulgadas, a Comissão assume que Portugal vai cumprir a meta de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para o défice orçamental no próximo ano.

A Comissão nota que vão ser necessários "esforços adicionais" equivalentes a 3% do PIB para atingir esta meta. Esses esforços serão, sobretudo, aquilo a que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, chamou um "enorme aumento de impostos".

Isso significa que "o esforço de consolidação para 2013 está agora fortemente dependente do lado da receita", o que comporta riscos, considera Bruxelas.

“Os riscos para as projeções orçamentais podem surgir de uma deterioração acima do esperado da procura interna, que poderá reduzir os proveitos esperados das medidas”, lê-se no documento.

Bruxelas publicou hoje as suas previsões económicas de outono, nas quais apresenta novas projeções macroeconómicas para crescimento, défice, inflação e desemprego em todos os 27 estados-membros da União Europeia (UE).

Para a economia da zona euro, a Comissão prevê um crescimento de 0,1% em 2013 e a continuação do desemprego a níveis “muito elevados”. Para Portugal, Bruxelas antevê para o próximo ano uma nova contração do PIB de 1%, e uma taxa de desemprego recorde de 16,4%.

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