Conservação da natureza deve alavancar atividades económicas nos parques naturais


 

Lusa/AO online   Nacional   1 de Out de 2014, 12:37

O secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Miguel de Castro Neto, afirmou em Setúbal que a conservação da natureza e da biodiversidade é uma forma de alavancar as atividades económicas nos parques naturais.

 

"O Governo lançou a estratégia Natural.pt como uma forma de apostar no património natural como fator de valorização económica dos territórios", disse Miguel de Castro Neto, num colóquio que assinalou os 34 anos da Reserva Natural do Estuário do Sado (RNES), e durante o qual defendeu a necessidade de valorização económica dos recursos naturais da região.

O que “se pretende é criar uma rede de produtos e serviços de excelência, com respeito por princípios de ética ambiental, económica e social, que pode beneficiar de uma estratégia de comunicação conjunta feita a nível nacional e internacional", acrescentou.

Convicto de que esta estratégia vai ajudar a "promover o emprego e o desenvolvimento económico" e a aumentar o número de visitantes e o tempo de permanência nos parques naturais, Miguel de Castro Neto garantiu que o Governo vai disponibilizar apoios financeiros para o investimento nesta área.

"O Estado irá ter instrumentos para poder investir na melhoria das condições de visitação destas áreas e na proteção da biodiversidade e da conservação da natureza, mas, ao mesmo tempo, iremos ter também instrumentos financeiros para potenciar o investimento privado no desenvolvimento das atividades económicas", disse.

Na sessão de abertura do seminário, com cerca de uma centena de participantes, Miguel de Castro Neto salientou a importância do evento para a identificação da realidade concreta e dos principais problemas da zona protegida da RNES, designadamente na aquacultura, um setor que disse ter "um potencial extraordinário".

O secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza defendeu ainda a necessidade de uma monitorização e acompanhamento da ostra portuguesa, para se avaliar da "sustentabilidade" desta atividade a longo prazo.

"É minha convicção de que a ostra portuguesa é um tesouro nacional. Importa perceber quais são os desafios que se nos colocam para que este produto não corra riscos, porque hoje existe um problema relacionado com a presença de outras ostras no mesmo espaço, que podem pôr em causa a população de ostras portuguesas", disse.

"E importa garantir que a ostra portuguesa seja um ativo para o desenvolvimento económico deste território", acrescentou Miguel de Castro Neto.


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