Conselho Português para os Refugiados defende reforço do acolhimento

Conselho Português para os Refugiados defende reforço do acolhimento

 

Lusa/AO Online   Nacional   26 de Out de 2015, 07:57

O Conselho Português para os Refugiados lamentou hoje "a lentidão com que está a ser conduzido o processo" de acolhimento de migrantes, considerando que mais importante do que enviar tropas para as fronteiras seria reforçar os instrumentos de proteção.

“Estamos a acompanhar com preocupação, porque a lentidão com que está a ser conduzido o processo é confrangedora”, disse à agência Lusa a presidente daquele organismo, Teresa Tito de Morais.

A responsável pelo Conselho reclamou “ações rápidas” dos líderes europeus, frisando que ainda não foi distribuído o primeiro grupo de refugiados: “Temo que não se concretize rapidamente esta necessidade urgente de as pessoas serem acolhidas”.

Um total de 400 guardas fronteiriços vai ser enviado para a fronteira da Eslovénia com a Croácia para ajudar a gerir o afluxo de refugiados na região dos Balcãs, anunciou hoje o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

“Em vez de serem reforçados os mecanismos de controlo das fronteiras externas, era preciso reforçar os instrumentos locais de acolhimento”, defendeu.

“Ainda mais preocupante, face à lentidão da tomada de medidas, é termos conhecimento do agravamento das condições climatéricas e do que isso significa para a vida das pessoas”, acrescentou Teresa Tito de Morais.

Líderes da União Europeia e de países dos Balcãs Ocidentais comprometeram-se a reforçar a capacidade de acolhimento de refugiados, com a criação de mais 100 mil lugares, dos quais metade na Grécia.

“Ainda não temos qualquer repercussão dessas decisões”, afirmou a presidente do CPR, indicando que espera medidas mais concretas terça ou quarta-feira, em resultado de uma reunião de ministros do Interior.


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