Conselho Geral da Universidade dos Açores aprova aumento de propinas de 15 e 20 euros

Conselho Geral da Universidade dos Açores aprova aumento de propinas de 15 e 20 euros

 

Lusa/AO Online   Regional   4 de Jun de 2015, 18:34

O Conselho Geral da Universidade dos Açores aprovou hoje por maioria simples o aumento das propinas em 15 euros para licenciaturas e em 20 euros para mestrados e doutoramentos.

"Os conselheiros, em votação, aprovaram o aumento de 15 euros nas propinas, o que representa 1,5%. Sabemos que é gravoso porque todos os aumentos são gravosos para as pessoas e para as famílias dos alunos, mas também é verdade que a universidade, em virtude da dívida, que é muito alta, tem uma obrigação com o Ministério da Educação em atingir determinados objetivos", afirmou o presidente do Conselho Geral, José Brás, no final de uma reunião que decorreu na reitoria da academia açoriana, em Ponta Delgada.

A decisão de aumentar as propinas foi aprovada por maioria simples, com oito votos a favor e sete contra. A proposta inicial da reitoria era um aumento de 67 euros, para fazer face aos compromissos do Plano de Recuperação Financeira (PRF) que está em curso na academia.

"Os conselheiros têm sempre em mente as dificuldades que os alunos têm para poder aumentar o valor das propinas e foram sugeridas ao senhor reitor diversas medidas dentro da universidade que poderiam contribuir para uma poupança e não ter de sobrecarregar os alunos. Mas o senhor reitor disse que todas essas medidas já estão a ser tomadas e que para além disso também é necessário ainda ter alguma receita nas propinas, embora isso seja contra o que desejaríamos", admitiu José Brás.

A decisão do Conselho Geral foi tomada depois do parecer do Conselho Estratégico e de Avaliação, que se reuniu hoje de manhã e também aprovou este aumento de propinas. No caso das licenciaturas, as propinas anuais passam assim a ser 990 euros.

Segundo o reitor da Universidade dos Açores, João Luís Gaspar, foi feito um "cálculo para saber qual o valor mínimo admissível" de aumento, para que, mesmo não se alcançando os 200 mil euros impostos pelo Ministério da Educação e Ciência, "se conseguisse estabilizar alguma receita" no âmbito do PRF, do qual depende o financiamento da Universidade.

"Vamos ficar aquém da meta estabelecida pelo ministério e agora a reitoria vai trabalhar no sentido de encontrar outras formas alternativas, porque esta reitoria fará todos os esforços para cumprir com o Plano de Recuperação Financeira porque isso é o garante da autonomia de que nós precisamos", disse.

Para além do aumento das propinas, a academia está "a trabalhar com o Governo Regional dos Açores e com as autarquias" no sentido "do papel que essas entidades podem ter no processo de recuperação da Universidade dos Açores, segundo o reitor, que vincou que já não é possível fazer mais cortes nas despesas do funcionamento.

"Estamos neste momento com um nível de funcionamento que está nos mínimos.(...) Já é muito difícil baixar os custos de funcionamento da universidade no que diz respeito às despesas que temos de fazer para garantir a qualidade do ensino e investigação que se pratica na universidade dos Açores", garantiu.

João Luís Gaspar adiantou ainda que a universidade está a trabalhar no sentido de se "diferenciar pela qualidade" e que tem expetativas de já no próximo ano letivo concretizar " a aposta nos cursos técnicos superiores profissionais", através da criação da recente das escolas superiores de saúde e de tecnologia.

"Posso adiantar em primeira mão que ontem [quarta-feira] o secretário de Estado do Ensino Superior homologou a criação das duas escolas e a publicação dos novos estatutos da universidade", disse.

A Associação Académica da Universidade dos Açores emitiu entretanto um comunicado por causa do aumento das propinas, em que reitera "a sua perplexidade face à característica unilateral da solidariedade para com a situação da Universidade dos Açores", considerando que "não se entende que o corpo estudantil seja o alvo constante do esforço financeiro".


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