Conselho de Ilha de São Jorge exige mais voos para a ilha na época alta

Conselho de Ilha de São Jorge exige mais voos para a ilha na época alta

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   24 de Abr de 2017, 18:29

O Conselho de Ilha de São Jorge, órgão que reúne os representantes das forças vivas, das associações e dos setores económicos da ilha, exige um aumento do número de voos da SATA na época alta.

Após uma reunião de preparação da visita estatutária do Governo a São Jorge, que vai decorrer de quarta a sexta-feira, o Conselho de Ilha aprovou um memorando, enviado ao executivo açoriano, em que destaca a "falta de lugares nos voos de e para São Jorge" durante os meses de verão.

"Nós queremos mais voos para a nossa ilha na época alta", insistiu o presidente do Conselho de Ilha, Dário Nascimento, em declarações aos jornalistas, nas Velas, recordando que, no ano passado, a operação da SATA para São Jorge "não correu nada bem", pois "houve pessoas que pretendiam viajar e não conseguiram".

Segundo o representante, a companhia aérea açoriana já terá alterado a sua operação para São Jorge no verão deste ano, sem, no entanto, ter aumentado o número de voos nesse período.

"Sabemos que este ano praticamente se mantém o número de voos, com exceção de um ou outro voo, onde trocaram o Dash 200 pelo Dash 400 [que tem maior capacidade]”, lembrou Dário Nascimento, que entende que este aumento da oferta é, ainda assim, "insuficiente" para responder ao aumento da procura.

O presidente do Conselho de Ilha de São Jorge defendeu, por outro lado, a criação de um "plano de desenvolvimento sustentado" para as fajãs de São Jorge (parcelas de terreno situadas junto ao mar), muito comuns na ilha, e que foram alvo de uma candidatura a Património Mundial da UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

"Temos de ter um plano estratégico de desenvolvimento das nossas fajãs, para podermos evoluir ao nível do turismo e para termos mais emprego em São Jorge", destacou Dário Nascimento, acrescentando que essa poderá também ser uma das soluções para combater a "desertificação" da ilha.

Segundo o responsável, São Jorge tem vindo a perder população "de Censos para Censos", cenário que é necessário reverter, criando condições para cativar os jovens que vão estudar fora, no sentido de voltarem à sua terra natal e lá fixarem residência.

O Conselho de Ilha de São Jorge congratulou-se, por outro lado, pelas várias obras que estão em curso na ilha, como é o caso da Escola Básica e Secundária da Calheta, do porto comercial das Velas e da anunciada rampa ‘ro-ro’ para o porto da Calheta.

Os conselheiros questionaram também o executivo socialista sobre o ponto de situação das anunciadas obras de ampliação dos centros de saúde das Velas e da Calheta, e sobre os "sucessivos atrasos" em relação à ampliação do porto do Topo.

Dário Nascimento lamentou ainda o "pouco tempo" permitido aos conselheiros para debater estes problemas na reunião prevista para quarta-feira com os membros do Governo.

"Vai ser mais do mesmo. Vamos colocar as nossas reivindicações e as respostas serão muito curtas, imediatas e instantâneas", anteviu o presidente do Conselho de Ilha, acrescentando que, para uma reunião anual, o executivo deveria permitir um debate mais pormenorizado para cada setor.

O Governo dos Açores inicia na quarta-feira uma visita estatutária de dois dias à ilha de São Jorge, onde irá visitar obras, reunir-se com as forças vivas locais e ouvir os anseios das populações.

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