Conselho da Europa revela graves violações dos direitos humanos na Crimeia


 

Lusa/AO Online   Internacional   27 de Out de 2014, 18:26

O Conselho da Europa considera que se registaram "graves violações dos direitos humanos" na Crimeia, defendendo medidas urgentes para proteger as minorias e a liberdades dos media na península ucraniana anexada pela Rússia, segundo um relatório divulgado hoje.

O relatório constitui a primeira avaliação feita por uma organização internacional sobre a situação dos direitos humanos na Crimeia desde a sua anexação à Rússia, em março passado.

O documento segue-se a uma visita do comissário dos direitos humanos do Conselho da Europa, Nils Muiznieks, a Kiev, Moscovo e Simféropol, a capital da península, em setembro.

Muiznieks pede que sejam investigados e processados os autores de “todos os casos de violações graves dos direitos humanos que ocorreram na Crimeia desde fevereiro de 2014, incluindo os raptos recentes”.

O relatório menciona nomeadamente mortes suspeitas e o desaparecimento de militantes da sociedade civil.

O comissário dos direitos humanos do Conselho da Europa considera preocupante a situação dos cerca de 300.000 tártaros da Crimeia, das pessoas de origem ucraniana e de todas as que recusaram a cidadania russa.

Pede também a dissolução das forças de autodefesa da Crimeia, grupos paramilitares pró-russos que se constituíram no final de fevereiro e que apoiaram firmemente o referendo através do qual foi aprovada a anexação da península à Rússia.

“As agressões físicas e manobras de intimidação” aos jornalistas “nos últimos meses” são condenadas no relatório, que sublinha a necessidade de garantir “um acesso livre e incondicional à Crimeia das organizações internacionais humanitárias e de defesa dos direitos humanos”.

A anexação pela Rússia da península ucraniana de maioria russófona é considerada ilegal pelos países ocidentais.

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