Congresso dos EUA aprova sanções mais duras contra a Coreia do Norte

Congresso dos EUA aprova sanções mais duras contra a Coreia do Norte

 

Lusa/AO Online   Internacional   12 de Fev de 2016, 17:51

O Congresso norte-americano aprovou um endurecimento das sanções contra a Coreia do Norte, quase uma semana depois de Pyongyang ter anunciado a colocação de um satélite em órbita através do lançamento de um míssil de longo alcance.

 

As sanções foram aprovadas pela Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) quase por unanimidade: 408 votos favoráveis e dois votos contra.

O novo texto, proposto também em resposta ao teste nuclear com uma bomba de hidrogénio realizado pelos norte-coreanos a 06 de janeiro, endurece o regime das sanções norte-americanas, tornando obrigatórias medidas que eram anteriormente deixadas ao critério do Presidente norte-americano.

O documento prevê sanções a qualquer pessoa ou entidade que colabore com o regime de Pyongyang, nomeadamente na aquisição de bens, tecnologia, serviços ou atividades de aconselhamento relacionados com o fabrico de armas de destruição em massa, mas também que estejam relacionados com a prática de abusos dos Direitos Humanos.

Estas sanções incluem a apreensão de bens, a proibição de vistos e a recusa de contratos com o governo federal dos Estados Unidos.

Uma maioria de dois terços na Câmara dos Representantes era necessária para a aprovação deste novo texto, que os senadores adotaram por unanimidade na quarta-feira.

O diploma segue agora para a Casa Branca para ser assinado pelo Presidente Barack Obama.

Desde que iniciou os testes nucleares, em 2006, o regime norte-coreano tem sido alvo de várias sanções internacionais e norte-americanas. Medidas que seriam mantidas ou reforçadas ao longo dos últimos anos, uma vez que Pyongyang realizou outros testes em 2009 e 2013.

O presidente da comissão dos Assuntos Estrangeiros do Senado (câmara alta do Congresso), o republicano Bob Corker, reconheceu a hipótese de empresas chinesas virem a ser afetadas por estas novas medidas.

“O objetivo não é punir a China”, afirmou Corker, em declarações à agência noticiosa francesa AFP.

“Mas, se existem entidades que ajudam [o regime], e nós sabemos que existem, elas serão punidas”, afirmou o republicando, pedindo à administração Obama (democrata) para ser intransigente nesta matéria.

 

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